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O vírus da cinomose, originalmente presente em cães domésticos, tem colocado em risco muitos tigres que vivem em ambiente selvagem. De acordo com o Dr. John Lewis, cofundador da ONG Wildlife Vets International, o vírus evoluiu nos últimos 40 anos e agora se torna perigoso também aos grandes felinos.

Em entrevista à BBC, o especialista explicou que a cinomose canina (CDV) foi identificada pela primeira vez na década de 20. Inicialmente, apenas os cães eram afetados. Mas, com o desenvolvimento do vírus, a doença mudou seus padrões e passou a atingir também alguns mamíferos marinhos e grandes felinos.

Os primeiros casos foram identificados na África. Em 1990, 30% dos leões de Serengeti morreram em consequência da doença advinda de cães de aldeias vizinhas. No Extremo Oriente Russo os casos têm sido cada vez mais comuns desde 2000. Agora, os tigres da Sumatra é que têm sofrido desta enfermidade.

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Lewis explica que a doença pode se manifestar de diferentes maneiras nos tigres, fazendo com que os animais morram em consequência de problemas respiratórios ou desenvolvam problemas neurológicos que desencadeiam convulsões ou os coloquem em situações de risco.

Entre as mudanças nos hábitos dos felinos atingidos pelo vírus está a perda do medo das pessoas, o que os deixa mais vulneráveis aos caçadores e também a outros animais. Segundo a Wildlife Vets International, a baixa vacinação de cães contra o vírus torna o problema ainda maior. Uma pesquisa realizada no Extremo Oriente Russo, identificou que apenas 16% dos cães haviam sido vacinados contra o CDV, apesar da disponibilidade da vacina. Além disso, 58% dos cachorros analisados portavam a doença.

O vírus canino é a terceira maior causa de morte de tigres em todo o mundo. A primeira delas é a degradação e perda do habitat e a segunda é caça predatória.

Redação CicloVivo

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