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As divergências em relação aos novos termos do Código Florestal são grandes, tanto que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu à presidente Dilma Rousseff que conceda mais seis meses para que o Senado tome uma decisão.

A reforma do Código Florestal foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora o projeto aguarda a posição do Senado, para em seguida receber ou não o veredito da presidente.

“Eu pedi a ela seis meses para o Senado ter uma posição sobre o projeto do código. Eu quero justamente a prorrogação do decreto porque até o dia 11 de junho não será possível uma solução sobre o assunto no Senado”, afirmou Jucá ao G1.

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O pedido foi feito durante um almoço no Palácio da Alvorada para a bancada do PMDB no Senado, nesta última quarta-feira (1). Dilma não respondeu de imediato, disse que nos próximos dias tomará uma decisão.

Jucá solicitou também que fosse adiada a punição aos produtores rurais que desmataram áreas de preservação até 2008. Segundo o decreto 7.029, assinado pelo ex-presidente Lula, as multas deverão ser cobradas a partir do dia 11 de junho, deste ano.

O governo Dilma sofreu sua primeira derrota na votação do Código Florestal na Câmara, mesmo tratando das negociações diretamente, através do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Agora o governo pretende reverter pelo menos três questões do texto já aprovado na Câmara: anistia a pequenos produtores que desmataram áreas de reserva legal, permissão ampla de plantio em áreas de preservação permanente (APPs) e autorização para que estados e municípios regulamentem a produção nessas áreas.

Para o presidente interino do PMDB, Valdir Raupp (RO), a anistia deve ser repensada e discutida novamente. Mas, é necessário fazer a reavaliação em conjunto com a Câmara.

“O PMDB se for relator na Comissão de Constituição e Justiça e Comissão da Agricultura vai tratar desse assunto em conjunto com a Câmara, para que as mudanças feitas no Senado não tenham que voltar a ser discutidas na Câmara”, explicou Raupp.

Ainda não se sabe se Dilma concederá este prazo para o Senado. Mas, segundo governantes do PT, a presidente está insatisfeita com os novos termos do Código Florestal. Caso a informação se confirme espera-se do Senado que este tempo ajude os representantes dos estados brasileiros a repensar de maneira coerente o novo Código e que, principalmente, a consciência sustentável fique acima dos interesses políticos.  Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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