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Quatro parques estaduais de São Paulo, com reserva de Mata Atlântica, têm sofrido invasões de quadrilhas de palmiteiros. Em busca do palmito proveniente da palmeira juçara. As quadrilhas desmatam, abrem trilhas, retiram as toras e as revendem.

Os parques: Carlos Botelho, Intervales, Jurupará e Alto do Ribeira são os mais afetados pelas ações dos meliantes que, além de cortar a palmeira, também abatem espécies da fauna local para o próprio consumo.

São Paulo detém a maior área de preservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com 200 mil hectares, concentrados principalmente nas proximidades do Vale do Ribeira.

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Somente durante o período de janeiro a agosto deste ano, a 3º Companhia de Policiamento Ambiental, apreendeu 4.710 toras de palmito in natura ou pronto para o consumo. Cada uma dessas unidades corresponde a uma árvore cortada. As quadrilhas escolhem as reservas porque a palmeira juçara está praticamente extinta em outros locais.

Em declaração ao Estadão, o comandante-tenente Edson Moraes explicou que o processo de retirada não é muito simples. Os palmiteiros precisam caminhar cerca de dois dias, até chegarem ao interior da mata, que é o local do corte. As toras são levadas em mulas, para serem processadas em áreas fora do parque, onde a fiscalização é menor.

O palmito é cortado, cozido e colocado em vidros. Cada tora rende, cerca de dez quilos de palmito. O produto é comercializado em restaurantes, pizarrias e churrascarias. O valor médio comercial do palmito na região do Vale do Ribeira é de dez reais o quilo, em São Paulo ele pode custar até R$ 25. Os especialistas atribuem essa ação irregular também à falta de emprego na região do Vale. A atividade ilegal acaba sendo mais lucrativa do que trabalhar na lavoura de banana, onde os trabalhadores recebem em média dez reais por dia.

Com informações do Estadão

Imagem: Grupo Fischer

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