- Publicidade -

Poluição mata 7 milhões de pessoas por ano, segundo OMS

Mudanças precisam ser urgentemente tomadas para reverter a situação na qual o mundo está vivendo.

São Paulo emissão CO2
Foto: iStock

Por Pedro Garcia

- Publicidade -

Por ano, mais de sete milhões de pessoas são mortas devido à exposição ao ar poluído. Este é um dos dados mais relevantes e preocupantes expostos no relatório, lançado na última quarta-feira (5) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante a COP 24, realizada em Katowice na Polônia.

Estiveram presentes na divulgação dos dados representantes da OMS e também uma pesquisadora. Entre eles há um conceito claro: mudanças precisam ser urgentemente tomadas para reverter a situação na qual o mundo está vivendo. Isso não só no que diz respeito ao meio ambiente, mas também diretamente aos impactos na vida das pessoas.

- Publicidade -

Maria Neira, diretora do departamento de saúde pública da OMS, frisa que os países precisam parar para pensar e tomar decisões de como irão prosseguir no futuro, no que diz respeito à poluição do ar. Para ela, as nações precisam medir o quão importante é o desenvolvimento, e de qual forma ele é feito, frente às mortes que estão sendo causadas por ele, além das doenças pulmonares e respiratórias. Porém, Neira também pontua que inovações tecnológicas são necessárias.

No documento lançado existem recomendações do que os países podem fazer para continuarem movimentando as suas economias, mas com menores impactos ambientais. A pesquisadora e professora da Universidade de Washington, Kristie Ebi, comenta que as mudanças não são difíceis de serem implementadas, pelo contrário, são até mesmo baratas e não demandam novos investimentos em pesquisa. Sua fala é complementada por Diarmid Campbell-Lendrum, coordenador do departamento de saúde pública da OMS. “Nós não deveríamos mais falar dos custos dessas ações, mas sim sobre seus benefícios para a saúde das pessoas e para o desenvolvimento sustentável”, afirma o coordenador.

- Publicidade -

O combate do uso dos combustíveis fósseis se faz necessário por diversos motivos e a saúde é um deles. Os representantes da OMS quiseram mostrar que é possível ter avanços e uma economia sólida, porém sem prejudicar o planeta e os seres que vivem nele, entre esses os seres humanos. Neira ainda se dirige aos que pensam ser dispensáveis as ações para frear as mudanças ambientais: pede que, ao tomarem suas decisões, se lembrem do número de pulmões, corações e cérebros que estarão afetando. “Não é só sobre salvar o planeta, as geleiras e o futuro. É também sobre proteger a saúdes das pessoas hoje e diminuir a mortalidade causada pela poluição”, conclui a diretora.