A incidência de raios solares no oceano é menor quando há poluição no ar, prejudicando os recifes de corais. Este fato pode, consequentemente, gerar um desequilíbrio nos ecossistemas marinhos.

De maneira simples, pode-se dizer que as partículas de carbono suspensas no ar refletem de volta a luz solar deixando as nuvens mais brilhantes, porém a quantidade de luz que chega ao mar é menor. Tais partículas podem se originar de erupções vulcânicas ou da queima de combustíveis fósseis.

O fato de chegar menos luz no oceano faz com que no processo de fotossíntese as algas produzam menos energia, isso afeta a cadeia alimentar marinha. Os primeiros a sentirem os efeitos são os corais, pois dependem da energia produzida por elas.

O ciclo de espécies afetadas pode ser grande, se for levado em consideração que tudo começa com a menor incidência de sol, que prejudica as algas, em consequência, os corais e, este último, afeta diversos ecossistemas no oceano, uma vez que os recifes servem de abrigo para muitos animais marinhos.

Desta forma, os pesquisadores chegaram à conclusão de que, devido à poluição do ar, todo o equilíbrio da vida marinha corre perigo. O estudo foi liderado por Lester Kwiatkowski e publicado, no último domingo (7), na revista “Nature Geoscience”.

Essa é apenas mais uma das demonstrações de como as emissões de carbono podem prejudicar os corais. Estudos anteriores já mostraram outras formas, como é o caso do aumento da concentração de CO2 influir na acidez da água do mar, o que torna os esqueletos dos corais quebradiços. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.