Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) investigam as possíveis causas para os tumores identificados em tartarugas-verdes. Dados do Projeto Tamar mostram que 16% dos exemplares da espécie têm apresentado a enfermidade. A poluição é apontada como a principal causadora da doença.

Os pesquisadores têm como intuito identificar a origem do problema e as alternativas para que ele seja contido. A presença de agentes químicos no mar é, até o momento, apontada como o principal perigo para as tartarugas. Pesticidas, agrotóxicos, compostos aplicados na produção de transformadores elétricos são alguns dos itens que, ao serem descartados no solo e em rios, têm parte de sua composição levada até os oceanos.

No caso das tartarugas-verdes, as avaliações mostraram que os tumores, chamados de fibropapilomatose, não são malignos. Porém, eles podem deixar o sistema imunológico menos protegido, permitindo que outras doenças se desenvolvam.

A urbanização de áreas em que as tartarugas se desenvolvem e se reproduzem também é apontada como um risco à espécie. A falta de saneamento básico e tratamento de esgoto faz com que os resíduos cheguem ao mar e contaminem os animais. Com informações do Globo Natureza.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.