Um grupo de pesquisadores da Unesp está avaliando os impactos dos desmatamentos nos igarapés do rio Machado, no estado de Rondônia. O biólogo Gabriel Lourenço Brejão, pós-graduando da Unesp de São José do Rio Preto, um dos pesquisadores do grupo, usará os peixes coletados nos igarapés como modelos para verificar como o desmatamento afeta a biodiversidade e a funcionalidade em comunidades de riachos.

“Acreditamos que os resultados do estudo irão ajudar a compreender como o processo de desmatamento afeta a comunidade de peixes, e apontar as áreas mais indicadas para direcionar possíveis investimentos em restauração ecológica de áreas degradadas”, explica o biólogo.

 “O processo de desmatamento continua atualmente, com a expansão das cidades, abertura de novas estradas e grandes empreendimentos agropecuários, mas mesmo com um cenário de degradação tão acentuado, ainda é possível encontrar áreas de floresta intacta em grandes fragmentos localizados na região do baixo rio Machado, mais próxima ao rio Madeira”, complementa o pesquisador.

O projeto, intitulado “Peixes de riachos de terra firme da bacia do rio Machado, RO” é realizado pelo Laboratório de Ictiologia da Unesp de São José do Rio Preto (Labict) e coordenado pela professora Lilian Casatti, com colaboração dos professores Francisco Langeani, do Labict, e Silvio Frosini de Barros Ferraz, do Laboratório de Hidrologia Florestal da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.