Pesquisa mostra que restaurar Cerrado pode ser mais difícil do que se pensava

Pesquisadores do Instituto Florestal (IF), da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, realizaram um estudo sobre a germinação das espécies de plantas do cerrado. Apesar da riqueza de espécies, o ecossistema é um dos mais degradados do país e mais ameaçados de extinção.

Foram avaliadas 15 espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas cultivadas em diferentes condições de luz: 12 germinaram, três apenas à sombra e quatro apenas sob o sol. Entender como cada espécie responde a diferentes condições ambientais pode ajudar a indicar as com maior potencial de uso em ações de restauração.

“Sementes de muitas espécies do cerrado têm dificuldade para germinar”, explica a engenheira florestal Flaviana Maluf de Souza, do IF e coordenadora do estudo. “É preciso saber quais são os requisitos para que se concretize a germinação.”

Os pesquisadores acompanharam 1.500 sementes de 15 espécies de plantas. Em um viveiro, cultivaram as sementes em tubetes postos ao sol e em áreas sombreadas e as avaliaram todos os dias durante nove meses.

No geral, segundo a pesquisadora, a germinação das espécies pesquisadas foi baixa, algo observado também em outros estudos sobre plantas do cerrado. Dentre as 15 espécies analisadas, apenas duas tiveram bastante sucesso, com mais da metade das sementes germinadas.

“Isso reforça a dificuldade em se restaurar a vegetação do cerrado”, diz. “Seriam necessárias muitas sementes para que um mínimo de germinação fosse obtido.” Segundo ela, as baixas taxas de germinação levam a crer que multiplicar as espécies do cerrado para restaurar sua vegetação será muito mais difícil do que se imaginava. “Muito mais difícil do que tem sido para restaurar a mata atlântica, por exemplo”, afirma. As informações são da Pesquisa Fapesp. Os detalhes da pesquisa estão disponíveis aqui

Confira 6 fotos do Cerrado: 


Flor do Cerrado. Foto: Jairo Abud/Flickr 


Chapada dos Veadeiros. Foto: Duda Arraes/Flickr 


Brasília. Foto: Coutinhobr/Flickr 


Paineira do cerrado. Foto: Mauricio Mercadante/Flickr 


Foto: Patrícia Soransso/Flickr 


Cuiabá, Mato Grosso. Foto: Paulisson Miura/Flickr