Enquanto a expectativa de vida média mundial gira em torno de 70 anos, existem alguns animais que superam muito facilmente essa idade, fazendo esses anos parecerem dia ou até segundos. O site norte-americano Mother Nature Network elaborou uma lista com os dez animais com maiores expectativas de vida no mundo. Veja abaixo quais são eles:

1. Geoduck – Panopea generosa

Apesar de ser bem incomum no Brasil, este molusco possui muitas particularidades. Seu peso pode chegar a cinco quilos e o seu tamanho a um metro de comprimento. No entanto, o que mais chama atenção é realmente a sua longevidade. O exemplar mais velho já registrado chegou a 168 anos. A principal causa para isso é a baixa incidência de predadores naturais. Ele é um alimento popular no extremo oriente, principalmente na China, Coreia do Sul e Japão.


Foto: Don McCullough/Flickr

2. Tuatara – Sphenodon puctatus e Sphenodon guntheri

Os tuataras são verdadeiros dinossauros, e isso não se deve apenas à idade. As duas espécies existentes até hoje são endêmicas da Nova Zelândia e datam de uma descendência com mais de 200 milhões de anos. Eles são répteis, considerados os vertebrados mais antigos da Terra e costumam viver de cem a duzentos anos.


Foto: Phillip C./WikimediaCommons

3. Lamellibrachia – Lamellibrachia luymesi

A Lamellibracia é um invertebrado que vive no fundo do mar. Semelhante a pequenos tubos, eles são comuns em áreas onde ocorrem aberturas de hidrocarbonetos. O lugar mais comum em que elas são encontradas no mundo é o Golfo do México, em profundidades que variam de 500 a 800 metros. Cada exemplar dessa espécie pode chegar a três metros de comprimento. No entanto, o seu crescimento é lento, assim como a sua longevidade, já que elas são capazes de viver mais de 250 anos. Eles são normalmente encontrados em grandes agregações com centenas de milhares de indivíduos.


Foto: Charles Fisher/WikimediaCommons

4. Ouriço-vermelho – Strongylocentrotus franciscanus

Esta espécie é bastante comum no Oceano Pacífico, principalmente na costa leste norte-americana, onde vivem em profundidade média de 90 metros, em regiões com poucas ondas. Assim como outros ouriços do mar, ele é envolto em espinhos e não cresce muito. O exemplar mais antigo já encontrado tinha 19 centímetros de diâmetro. Eles são encontrados em aglomerados de cinco a dez exemplares e chegam a viver mais de 200 anos.


Foto: Kirt L./WikimediaCommons

5. Baleia Boreal ou Cabeça de Arco – Balaena myscticetus

A baleira boreal também é popularmente conhecida por “Cabeça de Arco” devido ao formato de seu crânio, semelhante a um grande arco, com até cinco metros de comprimento. Seu corpo é escuro e o queixo possui manchas esbranquiçadas. Elas costumam viver em regiões árticas e subárticas. O exemplar mais antigo já registrado tinha, ao menos, 211 anos de idade. No entanto, pesquisadores já encontraram baleias dessa espécie com mais de 200 anos, que continuavam a viver normalmente mesmo tendo pontas de lanças de marfim em seu corpo.


Foto: Day Donaldson/Flickr

6. Carpa – Cyprinus carpio

As carpas são peixes usados há séculos como itens decorativos em pequenos lagos domésticos e jardins. Existentes em uma grande variedade de espécies, elas são originárias da Europa Central e da Ásia, mas ao longo do tempo foram espalhadas por diversos lugares do mundo. A expectativa de vida desses peixes varia entre cem e duzentos anos. Uma das possíveis justificativas para isso é a sua fácil adaptação às diferentes temperaturas de água e sua resistência. A carpa mais antiga do mundo foi identificada em 1974, com 225 anos.


Foto: Trine Juel/Flickr

7. Tartaruga

As tartarugas são famosas por sua longevidade, independente da espécie. No entanto, algumas delas se destacam. Este é o caso da Harriet, uma tartaruga-de-Galápagos usada nos estudos de Charles Darwin sobre a evolução. Ela ficou famosa mundialmente por ser o último símbolo vivo da expedição do pesquisador e morreu em 2006 aos 175 anos. No entanto, no mesmo ano, um exemplar de tartaruga gigante, da espécie Aldabrachelys gigantea, morreu em um zoológico aos 250 anos.


Foto: Matthew Field/WikimediaCommons

8. Arstica islandica

Este pequeno molusco é um dos recordistas em longevidade. Ele vive no fundo da região norte do Oceano Atlântico e chega a viver mais de 400 anos. A idade está estampada em sua concha. De acordo com os pesquisadores, cada linha a mais no exterior da casca significa um ano de vida. A justificativa para uma vida tão longe deve-se aos baixos índices deve-se à sua enorme capacidade de antioxidação, que combate o envelhecimento. Ao contrário do que acontece com outros animais, os níveis de defesa antioxidante da A. islandica não diminuem após a maturidade sexual, eles se estabilizam, mantendo as células intactas por muitos anos.


Foto: Hans Hillewaert/WikimediaCommons

9. Esponja da Antártida

Como seu nome já diz, essas esponjas-do-mar são predominantes da Antártica, encontradas normalmente nas profundezas do Oceano Antártico. O seu lento crescimento pode ser uma das principais causada para a sua incrível longevidade. Alguns pesquisadores estimam que a espécie chega a viver por até 1.550 anos.


Foto: Itsnature.org

10. Água-Viva – Turritopsis nutricula

Este é um dos casos mais intrigantes em termos de longevidade. A água-viva da espécie Turritopsis nutricula é considerado pela ciência o único ser vivo capaz de ser imortal. A explicação mais comum para esta situação é o fato de este ter o único hidrozoário capaz de reverter a sua maturidade sexual, ou seja, quando chega à maturidade, suas células são capazes de se converter novamente em células jovens. Esse ciclo se repete, proporcionando uma vida útil indefinida. Os cientistas garantem que este tipo de água-viva não morre de causas naturais, a não ser que sofra algum tipo de violência, ocasionado pelo homem ou por algum predador natural. Esta enorme capacidade de sobrevivência permitiu que a espécie se espalhasse por todo o mundo.


Foto: Takashi Murai

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.