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Para fornecer dados sobre a exploração da mata em Mato Grosso, um projeto piloto foi desenvolvido pela Organização Não Governamental Ação Verde. O objetivo é instalar microchips em árvores informando sua localização, tamanho e período de corte, para que os compradores de madeira possam diferenciar o produto de outros que sejam ilegais, vindos de desmatamento, por exemplo. O teste foi realizado numa área de cem hectares na fazenda Carandá, na cidade de Nova Mutum, totalizando 2.500 árvores “chipadas”.

A melhor alternativa de exploração florestal é o manejo sustentável, que garante a conservação da floresta e preservação ambiental. Neste tipo de exploração somente árvores adultas podem ser extraídas num ciclo rotativo de mais de 30 anos permitindo a renovação da floresta, respeitando a biodiversidade e promovendo o sequestro de carbono que acontece durante toda a vida da árvore, mas principalmente durante seu crescimento.

Para os desenvolvedores do projeto, porém, ele está muito além do manejo sustentável. Munido de um sistema de monitoramento e rastreamento eletrônico e um conjunto de ferramentas e softwares, o projeto visa proteger a Amazônia de cortes ilegais de florestas, pois no microchip ficam cadastradas todas as informações da árvore que vai desde sua localidade (origem) até sua chegada em uma serralheria (destino).

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Para captar informações em movimento foi utilizada a tecnologia – Radio Frequency Identification (RFID), que utiliza uma freqüência de rádio que pode ser acompanhada em qualquer parte do mundo, em tempo real. Possibilitando uma gestão adequada da floresta, a criação de um plano de manejo de forma compartilhada por todos os envolvidos o processo.

Um dos integrantes da Ação Verde, o engenheiro florestal Paulo Borges, disse que este sistema é capaz de provar que as madeiras são provenientes de práticas de manejo florestal sustentável. Patrik Lunardi, membro da família proprietária da fazenda que permitiu o projeto, quer provar aos estrangeiros que aqui no Brasil os agricultores se preocupam com o meio ambiente.

Através desta tecnologia é possível mostrar aos compradores se o volume da madeira é correspondente ao volume comprado ou se a tora teve o curso planejado; ela mostra também o registro dos responsáveis em cada etapa do manejo.

Esta nova proposta contribui com o setor produtivo, com as indústrias madeireiras e com o meio ambiente. O manejo florestal eletrônico é um grande passo para obter a certificação da origem da madeira e, principalmente, é um mecanismo de preservação e conservação das florestas que pode ajudar no combate à exploração ilegal da madeira.

Bolívia e Nigéria usam o monitoramento com leitores de códigos de barras ou de localização por satélite. Outro projeto semelhante, cujo dispositivo eletrônico é implantado em árvores e pode ser monitorado a partir de uma central, foi desenvolvido pelo Instituto Web Florestal Planet, sediado em Cuiabá.

Com informações da Globo Amazônia

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