Uma nova imagem, divulgada pela NASA, revela as extensas zonas marinhas mortas através do mundo. Segundo um estudo divulgado em 2008, essas zonas (que chegam a ter 72 km²) dobram de tamanho a cada década.

Zonas mortas são regiões do oceano onde o nível de oxigênio dissolvido é tão baixo, que a maioria das espécies marinhas não consegue sobreviver.

Hoje, muitos oceanógrafos, relacionam a formação de zonas mortas ao processo de eutroficação – aumento excessivo de nutrientes na água (compostos principalmente por nitrogênio e fósforo).

Na verdade, esses nutrientes são essenciais para a vida marítima, o problema é o seu excesso, que ajuda a algas se proliferarem demais. Com o aumento do número de algas, a luz não chega às plantas mais profundas, e elas morrem. Quando as plantas do fundo do mar morrem diminui a quantidade de oxigênio no mar, o que afeta todo o ecossistema. 

Em poucos lugares do planeta isso ocorre naturalmente, na maioria das vezes, o processo é causado por ações humanas. A maior parte desses nutrientes que impulsionam o processo de eutroficação vem de resíduos agrícolas e de esgotos domésticos e industriais.

O processo de recuperação das zonas mortas é muito lento e na maioria das vezes é impossível restaurar por completo a vida que já existiu em determinada região.

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Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.