As casas flutuantes são encontradas com bastante frequência no leito do Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Após serem denunciadas por ilegalidade, muitas das residências foram abandonadas e permanecem poluindo as águas do rio.

Conforme noticiado pelo Jornal Hoje, este não é um problema recente. Desde 2011 a capitania dos portos tem recebido denúncias acerca das edificações ilegais. Muitas das palafitas flagradas pela equipe de jornalismo da Globo há dois anos, possuíam televisão, ar-condicionado e até mesmo churrasqueira. Parte das residências era, inclusive, alugada para turistas.

A situação atual é ainda pior que a identificada há dois anos. Após serem denunciados, muitos proprietários simplesmente abandonaram suas residências, que agora estão, literalmente, afundando. Madeira, móveis e utensílios domésticos são alguns dos resíduos destinados ao rio.

De acordo com a reportagem, a capitania registrou ao menos 72 casas abandonadas em um trecho muito pequeno do rio, o que leva a crer que o estrago pode ser ainda maior do que o registrado.

As moradias irregulares têm preocupado também o Ministério Público Federal, que entrou com uma ação na justiça para a retirada de todas as casas construídas sem autorização no leito do Rio Grande. Com informações do Jornal Hoje.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.