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Um dos símbolos da luta pela preservação da biodiversidade, o mergulhão de Alaotra, foi oficialmente declarado como extinto pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza, na sigla em inglês).

A ave já não era avistada há 25 anos. O mergulhão de Alaotra era uma ave de porte médio com asas pequenas que o deixavam incapaz de voar longas distâncias, fazendo com que ele vivesse nas imediações do lago de Alatroa, em Madagascar.

Os cientistas ficaram reticentes a declarar a extinção da ave, pois ela vivia no extremo oriental do país, onde a observação era difícil. “Não queríamos declará-lo extinto e dar-se o caso de avistar um desses pássaros passados dois anos”, explicou Martin Fowlie.

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“Evidentemente, a suspeita de seu desaparecimento não é nova", disse Martin Fowlie, porta-voz da BirdLife. O pássaro que se alimentava dos peixes do lago, foi extinto por principalmente duas razões. Uma delas foi a introdução do peixe cabeça-de-cobra que passou a predar o pássaro. A outra razão que colaborou para a sua extinção foi a pesca de arrasto, que muitas vezes acabava prendendo a ave em suas redes.

"Não há mais esperança para esta espécie", declarou Leon Bennun, diretor da BirdLife International, "É mais um exemplo de como a ação humana pode ter consequências imprevistas".

Segundo a IUCN, a extinção do mergulhão de Madagascar mostra como aves de áreas úmidas são sensíveis a alterações ecológicas. A organização ainda alerta para a situação de risco que outras espécies enfrentam, entre elas a galinhela-de-são-tomás (Cyanolimnas cerverai), de Cuba, e o Calidris tenuirostris, um maçarico da Nova Zelândia.

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