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Entre os dias 1 º e 29 de agosto, o estado do Mato Grosso foi o que mais sofreu com queimadas. De acordo com o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados mais de oito mil focos de incêndio no estado.

O segundo lugar no “ranking de queimadas” foi o estado do Pará, com 5.772 focos de incêndio, seguido por Tocantins com 4.355. Nesse período, foram registradas mais de 26 mil queimadas no País.

Os principais agravantes para essa série de incêndios são o tempo seco e a baixa umidade, que vêm atingindo boa parte do país. Os estados com os menores índices de umidade relativa de ar são Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Bahia, Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Distrito Federal.

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É possível que as queimadas permaneçam, uma vez que não há previsões de chuvas para os próximos dias nos estados mais atingidos pelo clima seco do país.

Prevenção

Na última sexta-feira (27), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo investiu R$30 milhões na prevenção de incêndios florestais. Porém, ela reconheceu que a estrutura de combate ao fogo pode ser insuficiente por causa das condições climáticas e do grande número de queimadas ilegais feitas principalmente por agricultores.

“Lamentavelmente, além da condição climática complicada, há a prática de provocar queimadas. Nenhum analista que trabalha em unidade de conservação põe fogo. O fogo vem de fora. Gastamos R$ 30 milhões em prevenção, temos brigadas, temos profissionais, temos equipamento”, disse Izabella, que participou da solenidade em comemoração ao aniversário de três anos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo a ministra, o combate ao fogo está sendo feito com o apoio da Polícia Federal, do Exército e da Força Nacional de Segurança. Ela também destacou que a sociedade precisa colaborar com os esforços das autoridades ambientais. “A responsabilidade também é do cidadão. Gastamos milhões com prevenção e as pessoas continuam queimando. Os que conseguirmos identificar, serão responsabilizados.”

O presidente do ICMBio, responsável pela gestão de unidades de conservação, Rômulo Mello, disse que o órgão “está fazendo todo o trabalho possível” para combater o fogo em áreas protegidas. Segundo ele, mais de 153 aeronaves estão atuando no combate aos incêndios.

Com informações da Agência Brasil e da Folha.com

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