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Laços de amizade fazem girafas fêmeas viverem mais

As girafas fêmeas desenvolvem laços de amizade semelhantes aos humanos que aumentam sua capacidade de se alimentar e criar filhotes

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Amizade faz girafas fêmeas viverem mais e melhor. Foto: Pixabay

As girafas impressionam por sua beleza e características físicas, podendo chegar a quase 6 metros de altura. Elas têm olhos grandes e uma língua de cerca de 40 centímetros de comprimento. Suas manchas marrons na pelagem amarelada são como impressões digitais, servem para de camuflagem e diferenciam uma girafa da outra.

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Mas, a vida destes animais não é fácil. A espécie é ameaçada pela perda do seu habitat, pela caça ilegal e dificuldade em encontrar alimentos. Nas últimas três décadas, as populações de girafas diminuíram 30%, segundo estudo publicado na revista científica The Atlantic. Hoje, restam apenas 111 mil girafas no mundo. 

Mas, um estudo recente estudo traz uma conclusão surpreendente e animadora: as fêmeas da espécie podem viver mais e melhor, graças aos laços de amizade que cultivam entre si. Os pesquisadores descobriram que criar relacionamentos próximos com outras girafas, pode aumentar as chances de sobrevivência de uma fêmea. 

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Laços de amizade entre girafas fêmeas garantem uma vida mais longa. Foto: Pixabay

Depois de estudar girafas na Tanzânia por cinco anos, uma equipe coordenada por Liderada por Monica Bond, da Universidade de Zurique, na Suíça, combinou informações sobre a vida social de uma girafa, componentes não sociais e dados demográficos para entender melhor suas chances de sobrevivência.

“Agrupar-se com mais fêmeas está correlacionado a uma melhor sobrevivência das girafas fêmeas, mesmo com a mudança frequente de membros do grupo”, explica Monica.

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As girafas fêmeas formam laços sociais semelhantes aos dos humanos, provando ser benéficas por sua capacidade de alimentar e criar seus filhotes. Já as girafas que vivem vidas mais isoladas, no entanto, perdem a oportunidade de aprender sobre fontes de alimento abundantes e predadores próximos.

Entre os benefícios da maizade entre as girafas fêmeas está uma capacidade maior de criar filhotes. Foto: Pixabay

“Parece ser benéfico para as girafas fêmeas se conectarem com um número maior de outras e desenvolver um senso de comunidade maior, mas sem um forte senso de afiliação de subgrupo exclusivo” completa a pesquisadora.  

Os pesquisadores descobriram que quando as girafas fêmeas formaram laços estreitos com outras fêmeas, elas foram capazes de controlar seus níveis de estresse, muitas vezes provocados pelo assédio de girafas machos.

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Fatores de risco

Fatores estressantes combinados, como estações chuvosas mais curtas e secas mais longas causadas pela mudança climática, bem como a competição de pastores próximos pelos mesmos recursos naturais, afetam a sobrevivência das girafas, especialmente seu sucesso reprodutivo.

Mas as girafas também sofrem de um risco menos conhecido, chamado de “extinção silenciosa”. Em entrevista à National Geographic, o especialista em girafas Julian Fennessy diz que a espécie é muitas vezes ignorada por conservacionistas, que focam sua atenção em outros animais ameaçados de extinção na África, como elefantes, rinocerontes e chimpanzés. 

“As girafas têm sofrido com uma negligência científica surpreendente”, afirma o pesquisador. Segundo ele, apesar da adoração que desperta, a espécie é pouco estudada e “até os aspectos básicos de suas vidas permanecem misteriosos.”

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Entender aspectos da vida social das girafas, como a amizade entre as fêmeas, pode ajudar cientistas e conservacionistas a proteger a espécie. Foto: Pixabay

“Este aspecto da sociabilidade das girafas é ainda mais importante do que os atributos de seu ambiente não social, como vegetação e proximidade de assentamentos humanos.”

Monica Bond