Pesquisadores britânicos divulgaram no ultimo domingo (6) um estudo que mostra os possíveis perigos ambientais gerados pela expansão da produção do biocombustível. De acordo com a publicação, os níveis de poluição atmosférica podem aumentar e o reflexo disso será sentido na saúde pública.

O grupo de cientistas que trabalharam na pesquisa pertence à Universidade de Lancaster, no Reino Unido e contaram também com o apoio de um grupo do Instituto de Tecnolofua Karlsruhe. O resultado do trabalho foi apresentado na revista científica “Nature Climate Change”.

Ao longo dos últimos anos os biocombustíveis apareceram como uma solução para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, os cientistas alertam para os perigos de outro tipo de poluição. O cenário analisado é a indústria europeia de biocombustível, em que a matéria-prima principal se baseia no cultivo de beterraba e milho.

As projeções feitas mostram que a expansão das áreas agrícolas para este fim resultaria no aumento da quantidade de ozônio no solo. A estimativa é de que, com uma expansão de 33% no cultivo, os níveis de ozônio subam 40%. Neste cenário as mortes também subiriam 6%, chegando a 22 mil por ano.

A poluição é causada por uma substância chamada isoprene que, segundo os especialistas, é liberada pela maior parte das plantas usada na fabricação do biocombustível. Além do problema ambiental, os prejuízos financeiros ocasionados pela prática chegariam à soma de US$ 7,1 bilhões. O alerta é feito para que todos os prós e contras sejam considerados antes que o biocombustível seja produzido em larga escala. Com informações do Globo Natureza.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.