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Em novembro deste ano mais de 40 mil m2 de mata foram queimados no Parque do Cocó, segundo Kurtis François, coordenador do Centro de Prevenção aos Incêndios Florestais (Prevfogo, do IBAMA). De acordo com Flávia Prado, gerente do parque, onde antes era um matagal com 1,5 m de altura, foi aberta uma clareira, próximo à Cidade 2000, área pertencente ao ecossistema do manguezal.

O incêndio de origem provavelmente criminosa tomou conta do parque. O material orgânico presente nas camadas inferiores serviu de combustível para as chamas. Ainda hoje é difícil avaliar os verdadeiros responsáveis pelo início e alastramento do fogo, assim como seu impacto. Algumas perguntas poderão ser respondidas com a apresentação do laudo pericial, de responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), cujos dados começaram a ser coletados pela equipe técnica dois dias após o início do incêndio (17).

O órgão responsável pela administração do Parque do Cocó, o Semace, está produzindo um relatório ambiental, sem prazo de conclusão, sobre o impacto sofrido pelo parque. O documento será encaminhado ao IBAMA para ser agregado ao laudo elaborado pelo Prevfogo.

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O relatório contará com um levantamento da fauna e flora atingidas pelo fogo, para que seja possível mensurar o dano. Informações parciais indicavam que poucos indivíduos tinham sido atingidos; contudo François acredita que este episódio pode ser emblemático, crucial para uma mudança na estratégia de gestão do Parque. Para ele, deverá ser delimitado uma área de vigilância constante, com brigadas onde o perigo de incêndio for grande e restringir o acesso da população à mata por meio de cercas em todo o perímetro.

Segundo Jeovah Meireles, professor de geografia da Universidade Federal do Ceará, “os prejuízos começam com a degradação de uma área de elevada biodiversidade, danificam a cobertura vegetal, modificam a estrutura do solo e tornam esta área mais salinizada, mais desidratada”.

A revitalização desta área será feita através de um projeto de replantio de espécies nativas. Segundo ambientalistas, serão necessários doze anos de trabalho para recuperar os estragos causados pelo incêndio que durou apenas cinco dias.

As informações são do jornal O Estado – Ceará

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