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Construir empreendimentos mais sustentáveis é possível. Esse é um processo acessível e que traz muitos benefícios em longo prazo. Em entrevista concedida ao CicloVivo, o engenheiro e gerente técnico do Green Builiding Council Brasil, Marcos Casado, explicou o que fazer para ter uma construção mais “verde” e quais são os resultados e diferenciais disso.

O GBC Brasil é a ONG responsável pela certificação LEED, que classifica se um empreendimento é ou não sustentável. Esse é o selo mais utilizado no Brasil e, apesar de ter origem norte-americana, ele foi adaptado às necessidades brasileiras e hoje 219 construções espalhadas pelo país estão em processo de certificação.

Os benefícios de se ter um empreendimento sustentável, vão além dos cuidados com o meio ambiente. Uma construção desenvolvida dentro desses padrões oferece redução nos gastos com água, energia e resíduos descartados. Além disso, existe a preocupação com a saúde e o bem-estar das pessoas que ocuparão o edifício e a vantagem econômica, que pode ser sentida em longo prazo.

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Ao contrário do que muitos pensam, seguir padrões como o do selo LEED ou de outras certificações na área da construção civil não custa muito mais do que uma obra tradicional. As despesas com a construção sustentável são de 2% a 7% superiores às comuns. Porém, esse gasto inicial é retornado em um período que leva de três a cinco anos. Conforme explicado por Marcos Casado, esses custos têm caído cada vez mais, graças ao aumento da procura por materiais sustentáveis. As conseqüências disso são construções ambientalmente corretas, com preços cada vez mais acessíveis. Exemplo disso é o mercado norte-americano, em que os gastos com uma obra certificada são equivalentes a qualquer outra.

O selo LEED possui quatro níveis diferentes: certificação, prata, ouro e platina, que variam de acordo com o grau de envolvimento e sustentabilidade de uma determinada construção. Além disso, a certificação não está restrita às novas construções, mas também pode ser utilizada em edifícios já prontos que desejam ter novos padrões de preocupação ambiental e oferecer melhores condições aos seus usuários.

A busca por essa certificação cresce a cada dia no Brasil. Em 2004, o país possuía apenas uma edificação buscando o selo, hoje são mais de 219 edifícios já registrados. São Paulo é o estado que concentra a maior parte dessas construções, com 64%, em seguida vem Rio de Janeiro e Paraná, com 13% e 7%, respectivamente.

Os prédios construídos dentro desse padrão, além de serem ambientalmente corretos, são de fácil comercialização e possuem maior valor agregado, devido à sua estrutura e economia com água, energia e redução dos custos operacionais.

Confira a entrevista com Marcos Casado na íntegra:

CicloVivo entrevista Marcos Casado – Programa 13 (24/11/2010) from CicloVivo – Plantando Notícias on Vimeo.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

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