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O segundo maior bioma brasileiro perde anualmente 14 mil quilômetros quadrados da sua área. O plano de combate ao desmatamento do Cerrado, lançado pelo governo na última quarta-feira (15), tem a difícil missão de frear a destruição de um dos biomas mais ameaçados do país.

O Cerrado ocupa 22% do território brasileiro, se estende por oito estados e é cortado por três, das maiores bacias hidrográficas da América do Sul. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, entre 2002 e 2008 o bioma perdeu 85.075 quilômetros quadrados de sua área. O desmatamento já atingiu 48% de todo o Cerrado.

Os fatores que mais provocam essa perda são as produções de cana-de-açúcar, carvão e soja. Além disso, os incêndios, que podem acontecer por causas naturais ou serem provocados, colaboram muito para a devastação de grande parte do Cerrado.

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O ponto que concentra a maior área desmatada está no oeste da Bahia, próximo à divisa com Goiás e Tocantis, e no Mato Grosso. Ambas as áreas são marcadas por grande expansão das lavouras e produção de carvão. A pecuária, principalmente a de modelos extensivo, que utiliza mais de um hectare para cada boi, também tem grande parcela de culpa no desmatamento desse bioma.

É no Cerrado que estão as nascentes dos rios São Francisco Araguaia – Tocantins e do Paraná – Paraguai, que correm perigo devido à devastação descontrolada.

Proteger a região conhecida como a “savana brasileira” é uma das maneiras encontradas pelo governo para conseguir reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. As metas são de que o Brasil consiga diminuir suas emissões de 36,1% a 38,9%, até 2020.

Com informações da Agência Brasil

Imagem: Carlos Terrana – Ong SOS Cerrado

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