Criada em 1986 por cientistas, empresários e jornalistas, a Fundação SOS Mata Atlântica já atua há 26 anos conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e os ecossistemas sob sua influência. Neste ano, a ONG reafirmou seu compromisso com o meio ambiente assumindo diversos projetos.  

Confira alguns destaques do ano da ONG que fez a diferença em 2012:

A situação dos Remanescentes Florestais de Mata Atlântica em 2012

Em 27 de maio, data em que é comemorado o Dia da Mata Atlântica, a Fundação e o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) divulgaram os dados atualizados sobre do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica referentes ao período de 2010 a 2011. O monitoramento contou com o patrocínio do Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

Da área total do bioma Mata Atlântica, 1.315.460 quilômetros quadrados, foram avaliados no levantamento 1.224.751 quilômetros quadrados , o que corresponde a cerca de 93%. Entre os Estados avaliados, Minas Gerais e Bahia seguem como aqueles em situação mais crítica, sobretudo nas regiões com matas secas. A floresta continua reduzida a apenas 7,9% de sua cobertura original.

“A conservação e a proteção desse bioma tão ameaçado continuam sendo nossas grandes lutas. Os recursos naturais e os serviços ambientais da Mata Atlântica são essenciais para a sobrevivência de mais de 118 milhões de habitantes que vivem sob seus domínios”, enfatiza Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica.

 Políticas Públicas

O projeto de Lei que alterou o Código Florestal Brasileiro foi uma das reformas mais discutidas durante 2012, mobilizando milhões de assinaturas e manifestações pelos vetos presidenciais. Por meio das áreas de Políticas Públicas, de Mobilização e da Rede das Águas, a Fundação SOS Mata Atlântica atuou fortemente nestas questões, com protestos, coletas de assinaturas e a participação nas sessões no Congresso, em audiências públicas e eventos sobre o assunto.

Durante todo o ano o foi mantido o apoio ao movimento Floresta Faz a Diferença, que lançou novas campanhas, como o Cartão Vermelho aos Parlamentares que Querem Piorar o Código Florestal e Não Vote em quem Votou Contra as Florestas. A população demonstrou também nas urnas seu desejo pelo “veto” ao Código Florestal: 75% dos candidatos “cartão vermelho” (que votaram pelo enfraquecimento do Código e disputavam o cargo de prefeito) não foram eleitos. Além disso, no evento Viva a Mata, cerca de duas mil pessoas se reuniram na manifestação #VetaTudoDilma, pedindo à Presidente o veto integral do Novo Código Florestal.

A Fundação se envolveu também com mobilizações e debates da Rio+20, lançou a Plataforma Ambiental aos Municípios 2012 e ajudou mais cidades a elaborarem seus Planos de Mata Atlântica. Previsto na Lei da Mata Atlântica, esse documento reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica nas cidades abrangidas pelo bioma. Neste ano, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, foi a terceira cidade brasileira a concluir seu plano. Ainda com o apoio da Fundação, mais 15 municípios do Rio de Janeiro estão produzindo seu plano, entre outras cidades.

Campanha Veteranas de Guerra

No Dia da Árvore, 21 de setembro, a Fundação SOS Mata Atlântica lançou a campanha Veteranas de Guerra, uma criação da agência F/Nazaca Saatchi & Saatchi. Com a participação do botânico Ricardo Cardim, foram selecionadas 20 das árvores mais antigas da capital paulista, espécies nativas da Mata Atlântica que receberam medalhas de honra e uma placa de bronze em homenagem e agradecimento pelos serviços prestados à população.

 Zelando também pela lembrança da relevância dessas que são verdadeiras “sobreviventes do asfalto”, a campanha conquistou em novembro seu primeiro prêmio na categoria, levando o bronze na categoria Craft TV & Vídeo, da premiação argentina El Diente, a mais importante do mercado publicitário argentino.

Nosso Verde Também Depende do Azul

Durante 2012, a Fundação trabalhou a relação entre as zonas costeiras, ecossistemas marinhos e a Mata Atlântica, baseando-se no conceito “Nosso Verde Também Depende do Azul”, tema do evento em comemoração ao dia nacional da Mata Atlântica (27/05), Viva a Mata 2012. Em sua oitava edição, ele recebeu mais de 100 mil pessoas e atividades e projetos de 80 expositores de todo o Brasil. O evento contou com o patrocínio do Banco Bradesco e da Natura e o apoio da Rede Globo, da Rádio Estadão ESPN, da TAM e da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Também no Viva a Mata 2012 foi inaugurado o quarto ciclo da mostra itinerante “A Mata Atlântica é aqui”. O público pode conferir a exposição “Nosso Verde Depende do Azul”.

De maio a dezembro de 2012, com patrocínio do Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus, a exposição visitou 10 cidades, contabilizando mais de 100 dias de atividades de educação ambiental.

Outros eventos foram destaque durante o ano, como a distribuição de 120 mil mudas no Faça Parte da Paisagem, que marcou o Dia da Árvore em setembro, e pelo menos 50.000 pessoas interagiram diretamente com a Fundação em eventos como a Semana do Meio Ambiente, Adventure Sports Fair e Virada Sustentável.

Esses são apenas alguns dos destaques da ONG, entre no site para conhecer mais sobre o trabalho realizado pela fundação. 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.