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A exploração descontrolada das águas subterrâneas pode ser uma das causas para o aumento dos níveis do mar. A informação foi divulgada em uma publicação da revista científica americana “Geophysical Research Letters”.

O estudo, feito por uma equipe da Universidade de Utrecht, na Holanda, mostra um mapa de qual seria o estado atual das reservas subterrâneas de água doce. Conforme identificado, através de simulações estatísticas, desde a década de 60, a exploração de águas subterrâneas pode ter mais do que dobrado. Estima-se que o consumo anual, que antes era de 126 km3 tenha aumentado para 283 km3.

Os resultados, porém, ainda são obscuros já que ainda não é possível ter números concretos sobre a quantidade de água nas reservas subterrâneas do mundo inteiro. Tomando como referência o consumo atual, em apenas 80 anos a exploração seria suficiente para acabar com todo o montante armazenado nos Grandes Lagos, nos EUA e Canadá, que é a maior reserva de água doce do mundo.

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Apenas 1% da água potável mundial está em rios e lagos na superfície terrestre, enquanto 30% de toda a água doce estão armazenados nessas reservas subterrâneas. O restante está nas calotas polares, que se derretidas podem causar danos irreparáveis aos mares e ao clima.

As regiões não muito chuvosas e que concentram grandes áreas de produção agrícola são as que mais utilizam água proveniente das reservas subterrâneas. O noroeste da Índia, da China e do Paquistão, a Califórnia e o meio-oeste americano, fazem parte dessas áreas de grande consumo.

Marc Bierkens, o responsável pela pesquisa, acredita que o nível de água nas reservas pode ficar tão baixo, que não poderá mais ser alcançada com o uso da tecnologia comum. Caso isso aconteça, os principais prejudicados serão os pequenos produtores. Além disso, este tipo de exploração de água, descontrolado, aumenta a evaporação e culmina em chuvas, que colaboram para o aumento do nível dos mares.

Apesar de o problema parecer distante da realidade brasileira é preciso atentar para seus efeitos, principalmente, em relação aos aquíferos subterrâneos. Em São Paulo, 75% dos municípios dependem da água retirada desses reservatórios. A cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista, por exemplo, depende totalmente dos aquíferos.

Com informações da Folha

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