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A nação que ficou famosa por desafiar a natureza ao construir as pirâmides está inovando novamente. Os egípcios estão usando águas residuais para regar áreas desérticas e transformá-las em florestas, com álamos, papiros e eucaliptos.

A técnica usada no Egito pode parecer inusitada, devido à possível presença de poluentes e os impactos que a utilização das águas residuais pode trazer à natureza. Porém, foi justamente por causa desta água que foi possível transformar a área desértica em floresta.

O professor do Instituto de Pesquisa de Solo, Água e Ambiente, Nabil Kandil, explicou em entrevista à agência Efe, que “a água residual pode transformar o que não é fértil, como o deserto, em algo fértil, já que contém nitrogênio, micronutrientes e substâncias orgânicas ricas para a terra”. Estas águas são consideradas fontes extras de nutrição, que podem fazer com que as plantas fiquem mais fortes e resistam às condições climáticas mais hostis.

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Atualmente, o Egito possui pouco mais de 80 milhões de habitantes. Essa grande quantidade de pessoas gera, anualmente, sete milhões de litros de água residual com potencial para serem usadas no processo de transformação do país.

Antes de ser usada, a água passa por uma estação de tratamento primário, que elimina os poluentes sólidos. O resultado dessa interferência humana é uma área plantada de 71,4 mil quilômetros quadrados, espalhados por 34 florestas. Estão em processo de construção outras dez florestas, que devem somar mais 18,6 mil quilômetros quadrados.

Kandil acredita que os resultados positivos mostram que o problema do Egito não está ligado a terra, mas sim à água que é usada. A medida encontrada para solucionar este problema é barata, já que o sistema de transporte de água é o mesmo que os camponeses egípcios usam há anos. Ele completa dizendo que essas florestas feitas “a mão” trazem benefícios ambientais e também desenvolvimento econômico para o país.

Com informações da Folha

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