Deputados que analisam caso de Mariana querem aumentar punição para acidentes ambientais

O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, cujos donos são a Vale a anglo-australiana BHP, causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Inicialmente, a mineradora havia afirmado que duas barragens haviam se rompido, de Fundão e Santarém. No dia 16 de novembro, a Samarco confirmou que apenas a barragem de Fundão se rompeu. Local: Distrito de Bento Rodrigues, Município de Mariana, Minas Gerais. Foto: Rogério Alves/TV Senado

Apesar de as causas e impactos da tragédia ainda estarem em estudo, a comissão externa da Câmara dos Deputados já sugeriu algumas providências, especialmente mudanças na legislação. Entre elas, alterações ao projeto de novo Código de Mineração (PL 37/11 e outros) e modificações na Lei da Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/10).

O objetivo é fortalecer a prevenção e gestão de risco de desastres, além de intensificar a punição aos responsáveis por acidentes semelhantes ao de Mariana, como destaca o coordenador da comissão externa, deputado Sarney Filho.

“A nossa firme convicção é modificar a lei de barragens, como já modificamos a lei de mineração, para dar garantia de que essas barragens sejam bem feitas e para responsabilizar aqueles que, por um motivo ou por outro, tenham negligenciado e possam, com essa negligência acarretar desastres socioambientais com morte de pessoas e com danos ao meio ambiente”, ressaltou o parlamentar.

A tragédia do rompimento de barragem da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, resultou na morte de, pelo menos, 16 pessoas. Outras 1.200 ficaram desabrigadas. O acidente é considerado o mais grave desastre ambiental da história do País.

As informações são da Agência Câmara.