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De acordo com um estudo feito por 30 cientistas de dez países, publicado no último dia 17, o aquecimento global está “devorando” as costas do Ártico, onde erosões de até dez metros ao ano estão ameaçando a sobrevivência de espécies de plantas e animais locais e também afetando a comunidade.

Foram analisados cem mil quilômetros de costa, o que equivale às fronteiras terrestres dos oito países que fazem fronteira ao norte com o oceano Ártico. Segundo o relatório, o mar de Laptev, o leste da Sibéria, ambos na Rússia, e o mar de Beaufort, que faz fronteira com a costa do Canadá, são as áreas mais afetadas. 

Como as costas do Ártico representam um terço do total do litoral do planeta, a erosão pode chegar a afetar áreas enormes no futuro. O estudo também mostra que houve rápidas mudanças em uma situação que permaneceu estável por milênios e foi o primeiro que analisou as consequências físicas (geológicas e químicas) do derretimento. 

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"Parece que a erosão do litoral do Ártico está se acelerando de forma dramática. O corte médio é de meio metro ao ano, mas em algumas zonas chega a ser de dez metros ao ano", disse Volker Rachold, investigador do Instituto Alfred Wegener de Potsdam, na Alemanha. 

As mudanças climáticas afetam diretamente os animais selvagens que habitam essas regiões, e os frágeis ecossistemas dos lagos de água doce próximos à costa. O homem também será afetado por este grave processo erosivo, mas seus impactos em relação ao futuro ainda são desconhecidos. Com informações da Folha.

Redação CicloVivo

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