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Estudo divulgado na quinta-feira (16) afirma que a camada de ozônio – que protege a vida na Terra dos níveis nocivos dos raios ultravioleta – parou de se deteriorar. A concentração de ozônio em escala mundial não variou, graças à eliminação gradual das substâncias que destruíam a camada.

"Em todo o mundo, a camada de ozônio, inclusive aquela na região polar, não está mais se degradando, mas ainda não está aumentando", disse Len Barrie, chefe de pesquisas da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Isso só foi possível com a aprovação em 1987 do Protocolo de Montreal – acordo que regula o uso dos clorofluorcarbonetos (CFCs). É o que diz o relatório "Avaliação Científica da Degradação da Camada de Ozônio 2010" elaborado pela Organização Mundial da Meteorologia (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

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"O Protocolo de Montreal, assinado em 1987 para controlar substâncias nocivas à camada de ozônio está funcionando, nos protegendo de danos maiores nas últimas décadas", comemorou Barrie. Segundo ele, foi evitada a emissão de 10 gigatoneladas destes gases tenham chegado por ano.

Esta foi a primeira atualização em quatro anos sobre o assunto. O estudo concluiu que o Protocolo de Montreal “impediu um esgotamento maior da camada de ozônio”, e ao mesmo tempo “apresentou valiosos benefícios secundários ao mitigar a mudança climática”.

Situada na estratosfera, a camada de ozônio é um filtro natural dos raios ultravioletas, emitidos pelo sol, e que em excesso, podem causar queimaduras, câncer de pele e danos à vegetação. Embora os CFCs tenham deixado de ser usados, eles se acumulam e persistem na atmosfera.

"Na Antártida, o impacto do buraco na camada de ozônio no clima superficial está se tornando evidente", afirmou Barrie. "Isto gera importantes mudanças na temperatura da superfície e nos padrões de vento, entre outras mudanças ambientais", acrescentou ele.

Graças aos resultados do Protocolo de Montreal, os analistas preveem que, exceto nas regiões polares (onde a situação ainda é pior), a camada de ozônio se recupere antes de meados deste século, alcançando os níveis registrados antes de 1980.

Entretanto, as substâncias adotadas em substituição aos CFCs em plásticos e refrigerantes – como os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e os hidrofluorcarbonos (HFCs) – são poderosos gases causadores de efeito estufa, outro problema ambiental grave.

Segundo agências da ONU, os HFCs sozinhos são considerados 14 mil vezes mais perigosos que o dióxido de carbono (CO2), foco dos combates internacionais para controlar as mudanças climáticas, e as emissões destes gases crescem à taxa de 8% ao ano.

Com informações do Terra

Imagens divulgadas pela Nasa

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