O Brasil perdeu mais de 45 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas nos últimos 30 anos – o equivalente ao tamanho do estado do Rio de Janeiro.  A devastação foi maior nos últimos cinco anos, devido às obras de desenvolvimento do setor elétrico.

O estudo, realizado pela Universidade Federal de Pernambuco, concluiu que a situação piorou a partir de 2008, porque foi neste ano que tiveram início grande parte das construções de hidrelétricas nas florestas brasileiras. Nos últimos cinco anos, foram registrados 70% de toda a devastação causada desde 1981. Os pesquisadores classificaram os estragos nas florestas brasileiras a partir do índice RDR (redução, desclassificação e reclassificação), contabilizando, em eventos, a devastação nas unidades de conservação nacionais.

 Desde o início das medições, foram registrados 48 eventos, dos quais 21 foram atribuídos às obras do setor elétrico. Destes, 11 áreas foram desclassificadas – ou seja, sumiram do mapa. Outras nove localidades sofreram reduções significativas.

As obras do setor de geração e transmissão de eletricidade foram impulsionadas depois da publicação do plano de energia, realizada pelo Governo Federal em 2010, ano em que foram registrados 14 eventos de RDR. O documento aponta a Amazônia como um dos maiores reservatórios hidrelétricos do País.

Para resolver o problema de falta de planejamento de manejo das localidades, o Governo lançou, em 2000, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), considerado pelo Ministério do Meio Ambiente como “um dos modelos de conservação ambiental mais sofisticados do mundo”. Porém, mesmo com muitos avanços, o programa ainda não atua sobre todas as áreas protegidas.

Outros agentes dos estragos nas unidades de conservação foram a especulação imobiliária, que causou sete eventos de RDR, e o agronegócio, responsável por cinco eventos de devastação. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.