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Biólogos do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná, estão nesta quarta-feira (5), na Baía de Paranaguá, litoral do Paraná, para capturar peixes vivos contaminados. A finalidade é detectar o motivo da morte de mais de cem toneladas de sardinhas xingó, bagres e corvina. As espécies foram encontradas mortas na costa dos municípios de Guaraqueçaba, Antonina e Paranaguá, na quinta-feira (30).

A orientação das autoridades ligadas à área de saúde que atuam no litoral do Paraná é para que as pessoas não consumam peixes da Baía de Paranaguá até que se descubra o que está provocando a morte dos peixes.

Os pesquisadores já haviam recolhido amostras da água para análise, além de peixes mortos, mas decidiram, para que o laudo seja mais conclusivo, analisar animais que sobreviveram ao acidente.

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De acordo com a prefeitura de Paranaguá, onde estão concentradas as investigações, até o final da tarde devem ser divulgadas informações preliminares sobre as análises já realizadas.

Um acidente ocorrido no final de dezembro, com um navio que derramou óleo na baía enquanto descarregava mercadorias no Porto de Paranaguá, é uma das três hipóteses levantadas até agora, para a mortandade dos peixes, de acordo com o chefe da Defesa Civil de Paranaguá, Edson Ávila.

Ávila disse que todas as providências do ponto de vista ambiental foram tomadas depois do acidente. “As outras duas causas que estamos levantando são um possível descarte de algum navio pesqueiro ou desequilíbrio ambiental. O excesso de chuvas pode causar a morte de peixes. Por enquanto são hipóteses. Só quando o material for analisado e divulgado saberemos qual foi o tipo de contaminação e as providências a serem tomadas”, afirmou.

Segundo o presidente da Federação das Colônias de Pescadores de Paranaguá, Edmir Manoel, cerca de 5,5 mil pescadores, dos três municípios atingidos estão com as atividades paralisadas e devem procurar a prefeitura local para se cadastrar a fim de receber cestas básicas. Até o final da manhã, 441 famílias haviam sido cadastradas. A prefeitura informou que nem todos que estão procurando a ajuda estão aptos a receber o benefício. O trabalho está sendo feito juntamente com a defesa civil, e as cestas serão fornecidas pelo Ministério da Pesca.

Não há registro de mais mortes de peixes na Baía de Paranaguá, além das cerca de 100 toneladas que estão sendo recolhidas e enterradas. Entretanto, permanece a recomendação para que ninguém consuma pescado ou frutos do mar da região, enquanto não for divulgado o laudo com as causas da morte dos peixes.

Por Lúcia Nórcio – Repórter da Agência Brasil

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