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Os governos do mundo concordaram em aumentar o financiamento em apoio às ações de combate à perda da biodiversidade, durante a 11ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB). O evento, que aconteceu em Hyderabad, na Índia, foi encerrado na última sexta-feira (19).

Os países desenvolvidos aceitaram dobrar o financiamento para apoiar os esforços dos governos em cumprir as metas internacionais de biodiversidade. O resultado foi comemorado pelas autoridades participantes. “Estes resultados, que vêm em um período de crise econômica, demonstram que o mundo está comprometido com a implementação da CDB. Vemos que os governos estão avançando na implementação de projetos e vendo a biodiversiadade como uma possibilidade para a resolução de mais de um problema”, explicou Braulio Ferreira de Souza Dias, secretário executivo da Convenção.

Algumas áreas-chaves foram apontadas como locais que merecem mais atenções e que devem receber mais esforços. O Mar Sargaço, no Atlântico Norte; o Arquipélago de Tonga, na Oceania; e os corais da costa brasileira figuram entre os pontos destacados por necessitarem de mais proteção.

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As autoridades presentes na reunião falaram ainda sobre a importância de estudos que mensurem os impactos ambientais ligados à infraestrutura e outros projetos desenvolvidos em áreas marinhas e costeiras.

“A atual crise econômica não deve nos deter, mas, pelo contrário, deve nos estimular a investir mais para melhorar o capital natural, para garantir serviços ecossistêmicos ininterruptos, dos quais toda a vida na Terra depende”, explicou Jayanthi Natarajan, ministro de Meio Ambiente e Florestas da Índia e presidente da conferência.

Todas as nações participantes concordaram em aumentar substancialmente os gastos domésticos para a proteção da biodiversidade, até 2015. Além disso, o governo indiano anunciou o direcionamento de US$ 50 milhões ao financiamento de projetos em prol da biodiversidade.

Entre as metas definidas no encontro está a restauração de 15% das áreas de terras degradadas e o compromisso com os trabalhos de pesquisa para a mensuração dos impactos do desenvolvimento e das mudanças climáticas na biodiversidade e o apelo de que os órgãos de pesca sejam mais incisivos, a fim de preservar as espécies.

Redação CicloVivo

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