Aruba é uma ilha turística e tem no meio ambiente seu principal atrativo. Neste cenário, a preocupação com a poluição, principalmente nas praias e áreas costeiras, é constante. A necessidade global de reduzir os plásticos de uso único aumenta em uma pequena ilha como Aruba, por razões ambientais e econômicas.

Desde junho de 2016, o Parlamento de Aruba votou por unanimidade a favor da proibição de sacolas plásticas de uso único – a lei entrou em vigor em 1º de janeiro de 2017. Segundo Juliet Carvalhal, fundadora e diretora da Impact Blue Foundation, a medida evitou que cerca de 65 mil sacolas plásticas fossem usadas na ilha até o momento.

Essas sacolas leves e descartáveis, que levam anos para se decompor, podem causar estragos em ecossistemas frágeis, principalmente ao longo da costa, onde a vida selvagem e a vida marinha são afetadas negativamente.

Todos os supermercados mudaram para sacos de papel reciclado, e muitos também oferecem bolsas reutilizáveis para comprar a um preço simbólico. Desde que a proibição foi implementada, os cidadãos começaram a reportar os supermercados que oferecem sacolas plásticas proibidas postando imagens nas mídias sociais, ajudando a tornar as árvores e manguezais da “Ilha Feliz” agora livres de plástico.

“Com essas medidas, o país reafirma seu compromisso de cumprir as metas de desenvolvimento sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que afetarão: produção e consumo responsáveis, ação pelo clima, vida marinha e a vida dos ecossistemas terrestres”, diz Ronella TjinAsjoe-Croes, diretora geral da Autoridade de Turismo de Aruba.

Programa Ambiental do Caribe criou um mapa interativo em 2018 para acompanhar as mudanças legislativas relacionadas aos plásticos. Neste, pode-se observar como Aruba se destaca entre as ilhas do Caribe por impedir a proibição de sacolas plásticas, copos e cigarros descartáveis, além de espuma de poliestireno.

Próximos passos

O Ministério do Meio Ambiente de Aruba anunciou em uma iniciativa histórica que proíbe todo o plástico descartável a partir de 2019, com um período de um ano para fazer a transição e esgotar o estoque para completo. Balões de látex e confetes à base de plástico também estão incluídos na proibição.

Além disso, Aruba acrescenta outra conquista aos seus esforços para combater a poluição e a degradação dos recifes de coral com a aprovação de uma nova lei que proibirá a oxibenzona (um composto químico comumente usado em cremes para o sol) em 2020. Com isso, a “Ilha Feliz” interromperá a importação, venda e produção desses materiais e mais uma vez demonstra seu compromisso com o cuidado e o bem-estar da natureza.

Por meio da conscientização e ação, iniciativas atuais e visão de longo prazo: os setores público e privado da ilha estão trabalhando de mãos dadas para proteger o território e seus preciosos recursos naturais. Hoje, por exemplo, a ilha utiliza cerca de 20% de energia limpa e deu um passo gigantesco na produção de energia alternativa com a abertura do parque eólico Vader Piet Wind Park, que gera cerca de 18% das necessidades locais de eletricidade.

A ilha feliz, como é conhecida, quer se tornar referência em ações de sustentabilidade.