Arthur Lira Motosserra de Ouro
Foto: Adriano Machado | Greenpeace
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Nesta terça-feira, dia 17 de agosto, o Greenpeace Brasil realizou um protesto pacífico no Congresso Nacional: a entrega simbólica do  Prêmio Motosserra de Ouro Edição 2021 ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Ativistas vestidos de gala desfilaram por um tapete vermelho e acompanharam a entrega do prêmio a um homem caracterizado de Arthur Lira, exibindo seu crachá de “funcionário do mês do (des)governo Bolsonaro” e segurando um molho de chaves.

“Em seis meses de mandato, Lira conseguiu aprovar o pior texto do PL do Licenciamento Ambiental e, recentemente, o PL da Grilagem. São projetos como estes que impulsionam o desmatamento, o fogo e a violência contra povos indígenas e do campo, além de agravar a emergência climática.”

Thais Bannwart, porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil

“Lira tem se mostrado o grande merecedor do prêmio Motosserra de Ouro Edição 2021 e é hora de entregarmos esse troféu a ele”, declarou Thais Bannwart, porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

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Outras organizações da sociedade civil, como Observatório do Clima, o Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Foto: Adriano Machado | Greenpeace


Segundo André Lima, consultor sênior de Política e Direito do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), quando se analisa os retrocessos permitidos pelo Presidente da Câmara com os do ex-ministro do Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Salles, os prejuízos podem ser bem maiores.

“Arthur Lira conseguiu em seis meses, fazer um estrago na política e na legislação ambiental brasileira, maior até do que o próprio Salles em dois anos e meia de gestão no executivo. O prêmio também é uma sinalização ao Rodrigo Pacheco, que se ele não segurar a boiada no Senado, também passa a ser merecedor deste prêmio.”

André Lima, consultor sênior de Política e Direito do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)

Neste segundo semestre, ainda devem chegar ao plenário o PL do Veneno (6.299/2002) e outros projetos de lei que ameaçam povos indígenas, como o PL 490/2007, que prevê a possibilidade de retirar áreas do usufruto exclusivo dos indígenas, e o PL 191/2020, que regulamenta o garimpo e pesquisas de recursos minerais em terras indígenas.

“Lira parece não ter compromisso com o futuro do Brasil, está em compasso com o presidente da República, e juntos são responsáveis pelos piores retrocessos nas políticas socioambientais do país.”

Guilherme Eidt, assessor em Políticas Públicas do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN)

Brasil na contramão

O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgado pela ONU alertou o mundo sobre a emergência climática que estamos vivendo e revela que a influência humana é responsável por alta de 1,07°C na temperatura global.

O Brasil tem um papel fundamental no enfrentamento da crise do clima e o desmatamento da Amazônia, que segue batendo recordes mês a mês, é a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa no país. Por isso é primordial alcançarmos o desmatamento zero com leis para conter a ação humana na destruição ambiental.

“Estamos diante de uma crise climática que se agrava com os recordes de queimadas e desmatamento, mas em vez de prevenir e combater o crime ambiental, Lira e seus aliados no Congresso optam pelo enfraquecimento das políticas de proteção ambiental, das atividades de fiscalização e atuam para legalizar o ilegal.”

Thais Bannwart, porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil
Foto: Adriano Machado | Greenpeace
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