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O serviço meteorológico britânico comprovou, por meio de artigos científicos, que o aquecimento global não está em desaceleração, como boa parte das pessoas vem pensando. De acordo com os pesquisadores, a tendência atual é que a temperatura média do planeta aumente mais que 2°C antes do fim do século, mesmo com os dados apontando para uma elevação bem menor nos últimos 14 anos.

A notícia de que a temperatura média do planeta subiu apenas 0,04°C entre 1998 e 2012 entrou em desacordo com a previsão do aquecimento global, pois, no período analisado anteriormente – entre 1970 a 1998 – o planeta ficou 0,17°C mais quente. Mesmo assim, os pesquisadores do Met Office alertam ser um equívoco imaginar que o aquecimento global está diminuindo. “É esperado que existam períodos de aquecimento mais lento. Mas as temperaturas médias globais seguem muito altas, lembrem que 12 dos 14 anos mais quentes já registrados aconteceram depois do ano 2000”, afirmou Peter Stott, climatologista do Met Office.

Ainda que o aumento das temperaturas tenha diminuído o ritmo, é provável que a barreira dos 2°C, prevista pelos pesquisadores inicialmente, seja ultrapassada daqui a alguns anos. “Se continuarmos com a atual trajetória de emissões de gases do efeito estufa, os 2°C serão alcançados por volta de 2060”, afirmou Rowan Sutton, diretor do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas.

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Os meteorologistas que produziram o estudo também apontaram as causas naturais como as principais responsáveis pela desaceleração do ritmo do aquecimento global. “As variações naturais são importantes e influenciam nas medições, assim, é preciso ter em mente que o ciclo climático é também variável. Mas, ressaltamos, a tendência ainda é de elevação das temperaturas para as próximas décadas”, concluiu Stott.

Entre as ocorrências e fenômenos da natureza, a pesquisa mostra que a incidência de raios solares no planeta foi menor entre 2008 e 2009, e que as zonas profundas do oceano vêm absorvendo boa parte do calor, aumentando as temperaturas das águas. Além disso, em 2010, a erupção do impronunciável vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, lançou cinzas que refletiram os raios solares de volta para o espaço.

Redação CicloVivo

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