O glifosato é o ingrediente ativo de agrotóxico que, segundo a Anvisa, é o mais comercializado no Brasil. Ele também é um dos mais conhecidos no mundo, sendo foco de diversos estudos, além de projetos de lei que buscam formas de bani-lo. Para abordar o tema, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu uma consulta pública onde qualquer pessoa pode opinar.

A posição atual da Anvisa é clara. Apesar de reconhecer que há centenas de notificações de intoxicação aguda por glifosato registradas no Brasil, a agência não considera que os casos sejam suficientes para restringi-lo. “Não há evidências suficientes que comprovem que o glifosato é responsável por causar mutações, câncer, malformação congênita, interferir no funcionamento dos hormônios”, afirma a agência vinculada ao Ministério de Saúde. Entretanto, o parecer é questionável. Na Colômbia, por exemplo, o herbicida foi proibido e nos Estados Unidos um zelador conseguiu na Justiça indenização da Monsanto após relacionar o uso do produto ao desenvolvimento de um tipo de câncer, o linfoma não-Hodgkin.

A ideia da consulta pública é que os internautas possam opinar sobre a manutenção do ingrediente no Brasil e sobre uma nova resolução com “medidas de prevenção e controle para eliminar ou reduzir os riscos”, ou seja, a manutenção do uso com o estabelecimento de restrições. Para participar, basta responder o formulário da Anvisa. A página ficará disponível até o dia 8 de julho.

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