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Após muitas críticas aos ruralistas brasileiros, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou uma proposta que inclui o plantio de árvores por parte de seus filiados. O relatório divulgado na última segunda-feira (6) apresenta essa idéia como complemento no rendimento e maneira de contrabalancear as emissões de carbono.

Com todas as divergências causadas pela possível alteração no Código Florestal brasileiro os ruralistas vinham sendo criticados veementemente por ampliarem suas produções às custas da degradação ambiental.

Esse setor da economia nacional era um dos que mais tinham dificuldades em se adaptar às propostas de redução nas emissões brasileiras. Com essa proposta a CNA sinaliza uma mudança na postura dos produtores rurais.

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Ao todo, a confederação possui mais de um milhão de ruralistas filiados. A proposta inclui o investimento de R$ 40 milhões para a realização de um estudo detalhado, a ser feito durante nove anos, para que seja possível determinar novas medidas técnicas de conciliação ambiental e geração de renda.

Kátia Abreu, presidente da CNA, informou que a meta da instituição é conseguir corrigir os erros que possam existir atualmente, educar os produtores e tornar a pesquisa sustentável mais acessível a todos eles. Através dos resultados do estudo serão definidos modelos específicos de reestruturação para cada bioma brasileiro. Dessa forma os produtores poderão aderir a um modelo de agricultura menos agressivo ambientalmente.

A proposta, chamada de Projeto Biomas, mostra que a preservação e o ato de plantar árvores contribuem para a recuperação das propriedades rurais devastadas e também permite aos produtores diversificarem seus negócios. A estatal Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola) entrou como parceira e está atuando no desenvolvimento do projeto juntamente com a CNA.

Com informações da Folha

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