Um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4) apurou que, a cada ano, cerca de três mil macacos são capturados ou mortos pelo comércio ilegal de animais em todo o mundo. Os alvos mais comuns dos criminosos são chimpanzés e gorilas, vendidos para zoológicos clandestinos e até como animais de estimação. 

O estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que mais de 20 mil macacos tenham sido vítimas de caçadores entre 2005 e 2011. Doug Cress, que coordena o Grasp, um programa de conservação ao meio ambiente, acredita que a caça e a venda ilegal de animais silvestres são atividades cada vez mais intensas ao redor do planeta.

"Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos", afirma Cress, que vê a atividade ilegal como uma prática bem armada, sofisticada e bem financiada. O coordenador também acrescenta que a caça do chimpanzé não é tão fácil – e, às vezes, sua captura chega a envolver a morte de outros dez macacos.

A fim de procurar soluções para o problema, os membros competentes de vários países se reuniram em Bangcoc durante a realização da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites), que aborda os desafios enfrentados pelas espécies em perigo de extinção.

De acordo com o relatório do PNUMA, os chimpanzés, bonobos e gorilas são os símios mais requisitados pelos caçadores da África. Na Ásia, o principal alvo do comércio ilegal é o orangotango, que é vendido por altos preços no mercado negro de animais. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.