A Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou oficialmente o Projeto Gigante Guarani, dedicado a restaurar a Mata Atlântica em áreas de recarga do Aquífero Guarani na Cuesta de Botucatu (SP).

O foco principal do projeto no momento é restaurar 200 hectares de Mata Atlântica no entorno de mananciais em Áreas de Preservação Permanente dos municípios paulistas de Itatinga, Bofete e Pardinho.

Área de Preservação Permanente é uma área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Segundo a Unesp, foram assinados termos de compromisso com 50 agricultores e o projeto conta com várias parcerias entre organizações locais da sociedade civil e instituições públicas.

Paralelamente ao replantio de matas nativas, o Gigante Guarani trabalhará a transição ecológica na região, com a implantação de sistemas agroflorestais para geração de renda e o desenvolvimento de oficinas sobre temas da cadeia produtiva da restauração florestal, captação de recursos, elaboração de projetos e acesso a políticas públicas para agricultores, jovens da área rural e técnicos do serviço público.

A professora Renata Cristina Batista Fonseca, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, é a coordenadora geral do projeto. Entre os parceiros estão o Instituto Itapoty, o Instituto Giramundo Mutuando e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais.

Mais informações: https://bit.ly/31GtuIj.  

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.