No primeiro semestre de 2019, o Brasil comemorava o primeiro gigawatts em geração distribuída no país. E, 12 meses depois, este número triplicou: o Brasil tem hoje a 3 GW de potência instalada em micro e minigeração distribuída de energia elétrica, modalidade regulamentada em 2012.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), existem hoje mais de 242 mil usinas em operação, que beneficiam cerca de 315 mil unidades consumidoras no país. “É um conquista significativa, levando em conta o momento crítico que o setor enfrenta com a crise da Covid-19 e o processo de revisão das normas que regulam a modalidade. O crescimento diante da adversidade demonstra a vontade que os brasileiros têm de gerar a própria energia de forma descentralizada e renovável”, disse Carlos Evangelista, presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).

Fontes renováveis

energia renovável
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Com a geração distribuída, pessoas físicas e jurídicas podem gerar sua própria eletricidade por meio de fontes renováveis como a energia eólica, solar ou hidroelétrica. A energia solar fotovoltaica é a mais usada pelos consumidores brasileiros, somando 2,82 GW de potência instalada num total de 241,9 mil usinas. A geração por centrais geradoras hidroelétricas está em segundo lugar, com 102,8 MW de potência e107 usinas.

Apesar do crescimento do setor, para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a participação da energia solar ainda é muito pequena no Brasil na comparação com economias mais desenvolvidas – países como Austrália, Japão, China e EUA já ultrapassaram a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos. Em investimentos, a Absolar afirma que a geração solar distribuída no Brasil já movimentou R$ 14,6 bilhões desde 2012, quando o primeiro sistema foi instalado no no país.

Investimento sustentável

energia solar domestica
Foto: Ulrike Leone | Pixabay

O sistema fotovoltaico é considerado um bom investimento, tanto para o meio ambiente quanto para o bolso do consumidor. Quando o sistema produz mais energia do que a residência ou empresa consome, o excedente vai para a rede da distribuidora local e é transformado em crédito para o consumidor que passa a pagar apenas a diferença entre o que produziu e o que consumiu da rede elétrica.

“Como o juro real no Brasil está mais baixo, os consumidores têm buscado alternativas de investimentos com retornos mais rápidos, como é o caso da energia solar”, explicou Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.