energia solar residencial
Foto: Win
- Publicidade -

O Brasil criou 153 mil empregos no setor de energia solar em 2021, o que correspondeu a uma média de 419 admissões por dia, segundo cálculos realizados pelo Canal Solar com base em levantamento da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Trata-se de um aumento de 77,9% em relação aos empregos acumulados pelo setor no país em 2020, quando 86 mil contratações foram contabilizadas, uma média de 238 por dia. Desde 2012, a fonte solar já foi responsável por gerar de mais de 390 mil postos de trabalho em todas as regiões do país.

De acordo com Gustavo Tegon, co-fundador da Esfera Solar, distribuidora brasileira de kits fotovoltaicos, o aumento no número de empregos está diretamente ligado ao crescimento natural da fonte, que tem ganhado espaço na matriz energética e obrigado empresas a aumentar os quadros de funcionários para dar conta das demandas operacionais. 

- Publicidade -

“Estamos triplicando o quadro de funcionários desde a nossa fundação e a tendência é que até o final do ano o tamanho da empresa seja duplicado. Também desenvolvemos o departamento de engenharia para melhor atender os nossos clientes. As contratações foram importantes para acelerar vendas e outras áreas, como suporte técnico, finanças e marketing”, disse o executivo.

Em entrevista recente ao Canal Solar, Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, disse que em um país com alto déficit de empregos, como é o caso do Brasil, o investimento em solar é uma das alternativas mais viáveis para ajudar na recuperação da economia.

“Além de proporcionar energia elétrica limpa e competitiva, é uma fonte que ajuda a atrair investimentos e gerar empregos de qualidade para a população junto aos municípios.”

Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR
periferia sustentável energia solar
Foto: Facebook | Instituto Favela da Paz

Investimentos

Além dos empregos gerados no país, o levantamento da ABSOLAR mostra que o setor solar atraiu mais de R$ 21,8 bilhões em investimentos no ano passado, incluindo as grandes usinas e os sistemas de geração em telhados, fachadas e pequenos terrenos. 

O resultado representa um crescimento de 49% em relação aos investimentos acumulados até o final de 2020. Ao todo, o setor já movimentou mais de R$ 66,3 bilhões em negócios desde 2012.

Em termos de capacidade operacional, o Brasil conta hoje com mais de 13 GW de potência, somando as gerações centralizada e distribuída, o que já representa quase a mesma potência instalada na usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do Brasil e segunda maior do planeta.

Leia também:

Lei de geração própria de energia renovável deve estimular mercado solar

Brasil terá primeira fábrica flutuante movida a energia solar do mundo

- Publicidade -