A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou, na última terça-feira (21), que vai alterar o valor das bandeiras tarifárias a partir de 1º de junho. O aumento é de até 50%.

A bandeira amarela passa a R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos (hoje é R$1). Já a bandeira vermelha no patamar 1 custará R$ 4,00 (hoje é R$3) a cada 100 kWh, e a bandeira vermelha no patamar 2 sai de R$ 5,00 e passa a R$ 6,00 a cada 100 kWh. As bandeiras amarelas e vermelhas são sobretaxas que vigoram quando a produção de energia daquele mês encarece, ou seja, é uma cobrança extra aos consumidores quando, por exemplo, o nível dos reservatórios está baixo e ao invés de usarmos energia hidrelétrica usamos energia (mais cara) das termelétricas.

O sistema de bandeiras tarifárias foi instituído em 2005, sob justificativa dos consumidores entenderem o custo da eletricidade e economizarem energia. Mas, como o próprio Tribunal de Contas da União já afirmou (aqui), este objetivo não está sendo alcançado, uma vez que a maior parte dos consumidores sequer entende como funciona o sistema.

A respeito deste último aumento nas tarifas, a Aneel afirma que mudou o cálculo do chamado risco hidrológico. “A alteração foi especialmente motivada pelo déficit hídrico do ano passado, que reposicionou a escala de valores das bandeiras”, diz a agência em nota.  

Concessionárias também aumentam

Recentemente, duas empresas de distribuição de energia elétrica também anunciaram aumento na conta de luz. São elas: Cemig, de Minas Gerais, e Celpe, do Pernambuco. Também a Celpa, do Pará, ganhará audiência pública para revisar a possibilidade de aumento.

A Cemig justifica que o reajuste foi impactado pelo “aumento dos custos de aquisição de energia, como por exemplo, da Usina Hidrelétrica de Itaipu que é precificada em dólar”. No caso, já passa a valer a partir do dia 28 de maio.

A Celpe considera o custo de aquisição de energia, inclusão de componentes financeiros e os custos de distribuição. Os novos valores já estão vigorando desde o dia 29 de abril.

Já a Celpa afirma que a revisão está ligada aos custos com as atividades de distribuição de energia. Os valores definitivos serão aprovados no início de agosto.

Algumas cooperativas rurais também anunciaram reajuste recentemente.

Economize já!

A bandeira tarifária em maio de 2019 está amarela, portanto já está mais cara do que todos os outros meses deste ano. Portanto, não espere junho para economizar. Confira nesta matéria, algumas dicas de economia.