Complexos solares são inaugurados no Ceará e Piauí

Áreas somadas têm capacidade para atender 900 mil residências

Ceará Piauí solar
No Ceará, área de 576 hectares conta com 446 mil módulos solares. | Foto: Governo do Ceará

Na última quarta-feira (19), foi inaugurado o Complexo Solar Panati no município de Jaguaretama, localizado a mais de 200 km de Fortaleza, no Ceará. No início do mês havia sido inaugurado o Complexo Solar Marangatu, localizado na cidade de Brasileira, no Piauí. Em comum, ambas são empreendimentos da companhia SPIC Brasil e fazem parte dos maiores investimentos da Spic China para o exterior.

Em Jaguaretama, a área de 576 hectares conta com 446 mil módulos solares e pode abastecer até 350 mil residências. A estrutura solar possui 4.345 trackers e 1.102 inversores, com uma capacidade instalada total de 292 MWp.

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A abundância de incidência solar dá condições para que o sertão nordestino se destaque na produção de energia solar. | Foto: Governo do Ceará

Já o Complexo Solar Marangatu tem capacidade de gerar 446 MWp, o que seria suficiente para abastecer, aproximadamente, 550 mil residências por ano. “É um parque gigante, somando as duas etapas, são mais de 700 MWp, consolidando ainda mais o protagonismo do Piauí na transição energética”, afirmou o governador Rafael Fonteles durante a inauguração.

Entretanto, essa geração será direcionada a suprir a demanda de empresas intensivas em energia. Segundo o governador, Rafael Fonteles, a instalação faz parte da estratégia de industrialização do estado. A usina permite ao Piauí atrair indústria de produtos verdes, iniciando pela produção de hidrogênio verde, seguindo depois para produção amônia, metanol, siderurgia verde e fertilizantes verdes.

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No Piauí, usina vai suprir a demanda de empresas intensivas em energia. | Foto: Governo do Piauí

Fonteles compara esse processo de transição energética ao que ocorre com a agroindústria, onde há, inicialmente, a produção de grãos e depois há a implantação de frigorífico e usina de biocombustível. “Do mesmo modo ocorre com a economia verde, inicia pela energia produzida com as usinas renováveis solar, eólica e hidroelétrica e depois segue para fase industrial. O parque Marangatu é mais um passo nessa direção.

Segundo o governo do estado do Ceará, a realização da obra do complexo solar, que teve início em julho de 2023, possibilitou a geração de 1.500 empregos diretos e 500 indiretos. Enquanto no Piauí, a instalação do empreendimento gerou mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, sendo 80% da mão de obra local.

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Foto: Governo do Piauí

“O setor que dá ao Ceará a maior oportunidade de alterar o PIB, ter uma maior participação na economia do país, é o tema da energia renovável, da energia eólica, solar, aliada, claro, ao hidrogênio verde, que é muito importante para que venham cada vez mais estímulos ao Ceará”, disse o governador Elmano de Freitas. Hoje, com esse projeto, estamos vivendo um marco. Com o nosso sol tão forte, característico, agora estamos produzindo energia, riqueza e empregos”, disse.

Investimento solar

A abundância de incidência solar dá condições para que o sertão nordestino se destaque na produção de energia solar. Juntos, os parques receberam mais de R$ 2 bilhões de investimento. Os projetos também contam com parceria da Recurrent Energy.

Em dezembro de 2023, a SPIC Brasil concluiu a Emissão de Notas Comerciais no montante de R$1,3 bilhão direcionadas à implantação de projetos de geração de energia solar fotovoltaica no Nordeste do país. A operação foi realizada com os bancos Bradesco BBI e Santander e os recursos foram usados para financiar a conclusão dos parques de energia solar de Jaguaretama e de Marangatu. Juntos, eles totalizam 738 MWp de capacidade instalada e representam a entrada da companhia na geração de energia de fonte solar no Brasil.

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Foto: Governo do Piauí

Com ativos que somam mais de 3 GW no Brasil, a SPIC já opera a Usina Hidrelétrica São Simão, na divisa entre os estados de Minas Gerais e Goiás, dois parques eólicos na Paraíba – Millennium e Vale dos Ventos – e tem participação no maior complexo de gás natural da América Latina, o GNA (Gás Natural Açu), em São João da Barra (RJ). A empresa também anunciou recentemente R$ 780 milhões para construir um parque eólico no Rio Grande do Norte.