O Rio Grande do Norte é o primeiro estado brasileiro a ter mais de dois gigawatts de potência instalada em energia eólica. De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), o nível foi alcançado graças ao início das operações do parque eólico João Câmara.

Segundo o órgão, já são 75 usinas produzindo energia eólica em nível comercial no estado. A estrutura confirma o RN como o principal produtor brasileiro de eletricidade através dos ventos, com produção superior a de países europeus e de todos os sul-americanos, com exceção do Brasil.

O território potiguar é um dos melhores lugares do mundo para a produção de energia eólica, o que explica tantos investimentos na região. Segundo Jean Paul-Prates, presidente do Cerne, as condições adequadas são consequência de um fenômeno conhecido como bacia de ventos, que garante uma produção regular e altamente eficiente.

A posição geográfica privilegiada atrai diversas empresas ao estado do nordeste brasileiro, interessadas em produzir energia e também em instalar a estrutura necessária para que a produção seja conectada às linhas de transmissão.

Somente no mês de maio, a Chesf, uma das companhias que mais investe em linhas de transmissão no Brasil, proporcionou a estrutura necessária para escoar 1.500 MW da energia eólica produzida no Rio Grande do Norte. A empresa garante que o orçamento pretende direcionar R$ 2 bilhões ao desenvolvimento do setor em todo o país.

Futuro promissor

“Em até cinco anos produzirá 15 vezes o seu consumo, talvez mais. Isso permite o desenvolvimento de programas atrativos voltados a indústrias, para ampliar a oferta de emprego, trazendo melhores perspectivas para as futuras gerações”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Cordeiro.

Para que o estado continue nesse processo de desenvolvimento na área das energias renováveis, com destaque para a eólica, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico está definindo a elaboração do Zoneamento Econômico-Ambiental do Estado, em conjunto com o IDEMA, órgão de fiscalização e licenciamento ambiental, visando definir as vocações regionais, as áreas a serem preservadas ou conservadas por serem de rara beleza e interesse turístico, mesmo que no longo prazo.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.