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projeto verde mel
Viveiro de multiplicação de abelhas nativas sem ferrão inaugurado em novembro de 2020 na cidade de Brotas, interior de SP. Foto: Projeto Verde Mel

Com o objetivo de difundir o conhecimento sobre as abelhas nativas e a importância da conservação dos polinizadores, o Projeto Verde Mel busca fortalecer a cadeia produtiva da meliponicultura, investindo no manejo sustentável das abelhas como ferramenta estratégica para sua conservação. 

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A primeira fase do projeto aconteceu em novembro de 2020, com a criação de um viveiro de multiplicação de abelhas nativas sem ferrão no Horto Florestal Santa Fé, localizado em Brotas, no interior de São Paulo. A estimativa é que, até fevereiro de 2022, mais de 200 colônias de abelhas sejam produzidas e distribuídas para agricultores do estado de São Paulo. 

O projeto prevê a mobilização e a capacitação de agricultores interessados em ingressar na meliponicultura como ferramenta para promover iniciativas de restauração florestal em suas propriedades. 

projeto verde mel
Foto: Pixabay

Produtos valorizados

Outra vertente do Verde Mel é a valorização dos produtos das abelhas nativas, como mel, pólen, cera e própolis. Em parceria com centros de pesquisa e laboratórios especializados, o projeto realizará estudos sobre as características nutricionais e funcionais dos produtos e aprofundará o conhecimento sobre as técnicas de beneficiamento, com destaque para os estudos sobre o processo natural de fermentação do mel.

Em parceria com cozinheiros, cozinheiras e chefes de cozinha, o projeto propõe a criação de receitas com os produtos das abelhas nativas, buscando aproximar os consumidores dos produtores e impulsionar o mercado.

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“Queremos valorizar a biodiversidade e as pessoas que zelam pela sua conservação, criando condições para que as abelhas se multipliquem, polinizem as florestas e criem oportunidades no campo”, afirma Mariana Claudio, gerente de Engajamento com a Comunidade & Sustentabilidade da IP.

Foto: Projeto Verde Mel

“Valorizar os produtos e criar alternativas de comercialização é essencial para impulsionar a meliponicultura. Incentivar a atividade é a melhor forma de enaltecer as pessoas que a desenvolvem. Com isso, fortalece-se um sistema produtivo que fomenta a floresta em pé, beneficiando não só as plantas, mas todos os animais que dependem dela e, especialmente, as culturas agrícolas que dependem do serviço de polinização.”

Jerônimo Villas-Bôas, sócio do Instituto ATÁ e coordenador do Verde Mel

Muito além do mel, as abelhas têm importância chave para o equilíbrio ambiental ao realizar a polinização de grande parte das espécies de plantas. Segundo Jerônimo Villas-Bôas, sócio do Instituto ATÁ e coordenador do Verde Mel, fortalecer a cadeia de criação das abelhas nativas é também uma forma de sustentar o serviço de polinização oferecido pelas abelhas.

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Instituto ATÁ

O Instituto ATÁ é uma organização brasileira sem fins lucrativos comprometida e dedicada a promover uma relação saudável com o alimento. Tem como missão aproximar o saber do comer, o comer do cozinhar, o cozinhar do produzir e o produzir da natureza, fortalecendo os territórios de produção de alimentos, valorizando a cultura alimentar, ingredientes, homens e mulheres por trás daquilo que comemos.