Os protestos contra maus-tratos a animais usados na indústria alimentícia são constantes. No entanto, algumas autoridades têm se munido de legislações que impedem as organizações não governamentais de tornarem público esse sofrimento.

Nos Estados Unidos, os vídeos e fotos capturados por câmeras escondidas, que mostram os maus tratos têm sido comuns. Em Tennessee, foram flagrados cavalos sendo queimados, enquanto em Wyoming, leitões recebem socos e chutes. Além disso, um dos principais fornecedores de ovos para o McDonald’s foi pego com galinhas vivas compartilhando o espaço com aves mortas e funcionários do criadouro serem  vistos quebrando os bicos dos filhotes.

As cenas publicadas por organizações ambientais parecem ter atingido uma grande gama de interesses, principalmente de setores influentes, já que vários estados norte-americanos começaram a criar regrar para inibir este tipo de informação.

O primeiro estado a criar uma legislação desse tipo foi o Iowa. Em 2012, o governador Terry Branstad assinou uma lei que criminaliza qualquer tipo de investigação secreta sobre o abuso de animais. Os estados norte-americanos de Utah e Missouri também seguiram o mesmo caminho e outros estão na mesma direção.

Nesta semana, o New York Times publicou um editorial criticando essas leis, que ficaram conhecidas como gag-ag (agricultura amordaçada). “O seu único objetivo é manter os consumidores no escuro, para ter certeza de que sabemos tão pouco quanto é possível sobre os detalhes desagradáveis da agricultura industrial”, informou o jornal, considerando a iniciativa como um lobby de interesses privados dos grandes produtores de animais.

A imprensa estadunidense considera que a legislação deixa apenas uma certeza: a desconfiança em relação aos produtores de alimentos em geral. Apesar de este cenário político acontecer nos EUA, os maus-tratos a animais por causa da indústria não são méritos exclusivos dos norte-americanos.  Com informações do Le Monde e New York Times.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.