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O Rio de Janeiro é a primeira cidade do mundo a reciclar tampinhas de metal. O projeto piloto da Onda Carioca começou nos quiosques da orla marítima, ganhou outros espaço na cidade e, há seis meses, recebeu o apoio permanente do MetrôRio: todas as estações ganharam coletores (feitos de lona reciclada) e agora a ONG apresenta o primeiro balanço dessa parceria.

Foram arrecadadas 8.198 tampinhas de refrigerante. No ranking das estações que mais arrecadaram, Cantagalo está na ponta, com 2.849 peças. Em seguida vem a Central, com 2.390 unidades, e Largo do Machado chega em terceiro, com 1.112 tampinhas.

Cidade recicla pouco

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De acordo com a Comlurb, apenas 2,06% das 51.781 toneladas/mês de material reciclável de todo o município são coletados para fins de reciclagem. Diante de um assunto tão importante para qualidade de vida dos cariocas e imagem da cidade, reciclar passou a ser a palavra de ordem. Só que a Onda Carioca, em vez de pet ou latinha, optou por reciclar rolhas metálicas, as popularmente conhecidas tampinhas de garrafa.

“É um resíduo gerado em quantidades monumentais e que sempre estiveram fora do radar da reciclagem. As cooperativas não catam tampinhas porque economicamente não vale a pena. A Onda conseguiu transformar esse lixo em luxo e o mais importante: enxergar aí uma oportunidade de alavancar a reciclagem desse material”, afirma Júlio Costa, Fundador da Onda Carioca.

Olimpíadas

As tampinhas são transformadas em Ecotampas, artesanato no formato de broches e imãs de geladeira com imagens de paisagens e logomarcas. Em 2011, a ONG comercializou 1.000 Ecotampas. Já em 2012, esse número saltou para dez mil, com direito a broche oficial da Rio+20 e da Rio2016, estes distribuídos durante as Olimpíadas de Londres.

Em julho de 2013, o CicloVivo entrevistou o artista carioca Alfredo Borret, idealizador das Ecotampas, leia aqui.  

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