Segundo a organização The World Counts, cerca de cinco trilhões de sacolas plásticas são utilizadas no mundo anualmente. Isso significa 160 mil sacolas plásticas por segundo no planeta. Pensando nesse cenário caótico, a Austrália decidiu fazer algo a respeito do assunto.

No final de junho deste ano, as duas maiores redes de supermercados da Austrália, Coles e Woolworths, se comprometeram a parar de distribuir sacolas plásticas. Essa pequena mudança gerou uma enorme diferença: o país registrou uma redução de 80% no consumo geral de sacolas plásticas em seu território, isso em apenas três meses da medida.

De acordo com a Associação Nacional de Varejo da Austrália, a nova regra manteve cerca de 1,5 bilhão de saquinhos fora do ambiente. A iniciativa não irá apenas ajudar a reduzir a poluição do ar, pelo menor uso de petróleo, mas também contribuirá, principalmente, no combate à poluição do oceano, rios e solo. Não é demais ressaltar que os saquinhos plásticos estão entre os 12 itens encontrados com mais frequência nas limpezas costeiras.

“De fato, alguns varejistas relatam taxas de redução de até 90%”, disse David Stout, da National Retail Association. Stout espera que o governo australiano siga a liderança dos supermercados e aceite uma proibição nacional. Até agora, todos os estados, exceto Nova Gales do Sul, legislaram para eliminar gradualmente os sacos plásticos descartáveis. Ele diz que a decisão dos supermercados já abriu o caminho para empresas menores, que geralmente não podem arriscar a reação de clientes com mudanças como essas, para seguir o exemplo.”

“Para as empresas, para o meio ambiente, para o consumidor e, é claro, até mesmo para as prefeituras que têm de trabalhar para remover essas coisas dos aterros sanitários, há uma infinidade de benefícios em um todo para fazer isso”, afirmou.

Atualmente 32 países têm proibições do uso de sacolas plásticas. No Brasil, algumas cidades, como São Paulo, já aprovaram medidas para redução do consumo da sacola. Existem também diversos Projetos de Lei em tramitação na Câmara e no Senado.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.