Apenas 35% das metas dos ODS estão no caminho certo
Relatório da ONU sobre os ODS destaca avanços, retrocessos e propõe ações urgentes em seis áreas prioritárias até 2030
Relatório da ONU sobre os ODS destaca avanços, retrocessos e propõe ações urgentes em seis áreas prioritárias até 2030
Divulgado nesta segunda-feira (14), em Nova Iorque, o Relatório da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2025 revela que quase metade das metas avançaram de forma insuficiente para ser alcançadas até 2030, enquanto 18% delas apresentaram retrocesso.
Sem ações aceleradas, estima-se que 8,9% da população mundial ainda viverá em extrema pobreza daqui a cinco anos. O relatório aponta seis áreas prioritárias para ações capazes de gerar impactos transformadores: sistemas alimentares, acesso à energia, transformação digital, educação, empregos e proteção social, ação climática e biodiversidade.
“Mas este relatório é mais do que um retrato do presente. É também uma bússola que aponta caminhos para o progresso. Ele mostra que os ODS ainda podem ser alcançados — mas apenas se agirmos com urgência, união e determinação.”

Elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), com o apoio de 50 entidades das Nações Unidas e organizações regionais, o Relatório sobre os ODS é apresentado aos Estados-membros durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF). Este fórum foi instituído no documento final da Conferência Rio+20, “O Futuro que Queremos”, e ocorre anualmente na sede das Nações Unidas.
O HLPF 2025 acontece entre os dias 14 e 24 de julho com o tema: “Promover soluções sustentáveis, inclusivas, baseadas em ciência e evidências para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para não deixar ninguém para trás”.
Mesmo diante de crises globais em cascata, o Relatório sobre os ODS 2025 destaca avanços importantes:
Os esforços de conservação ambiental dobraram a proteção de ecossistemas-chave, fortalecendo a resiliência da biodiversidade.
No entanto, também há aspectos notórios que prejudicam o avanço sustentável:
O documento reforça a necessidade de ações nas seis áreas prioritárias já mencionadas, capazes de gerar mudanças de grande escala: sistemas alimentares, acesso à energia, transformação digital, educação, empregos e proteção social, ação climática e biodiversidade.
Também é destacado o pedido pela implementação do Plano de Ação de Medellín, adotado no Fórum Mundial de Dados da ONU de 2024, para o fortalecimento dos sistemas de dados essenciais à formulação de políticas públicas eficazes.
Embora as médias globais possam esconder avanços expressivos em diferentes regiões, os últimos dez anos trouxeram conquistas notáveis:
Esses progressos, impulsionados por políticas públicas eficazes, instituições sólidas e parcerias inclusivas, demonstram que acelerar o avanço é possível — e isso já está em andamento.
Os cinco anos restantes até 2030 representam uma oportunidade decisiva para concretizar as promessas da Agenda. Ela não é apenas um ideal — é um compromisso inadiável.
“Este não é um momento para o desespero, mas para a ação decidida”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. “Temos o conhecimento, as ferramentas e as parcerias para promover a transformação. O que precisamos agora é de multilateralismo urgente — um novo compromisso com a responsabilidade compartilhada e o investimento sustentado.”