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Apenas 31% dos municípios brasileiros têm Plano de Saneamento Básico

De acordo com a Lei, o prazo para que todos os municípios tenham o plano pronto expira em dezembro deste ano.

A afirmação foi feita pelo diretor de articulação institucional da Secretaria Nacional de Saneamento Básico Ambiental do Ministério das Cidades, Ernani Ciríamo. Apesar de ser lei desde 2007, de acordo com o representante, menos de 1/3 dos municípios possuem o Plano Municipal de Saneamento Básico.

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Segundo o diretor, nem todos os municípios cumprem as ações que a lei determina. “A maioria é para água e esgoto, e o plano engloba também soluções para resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas.” Para ele, as mudanças só virão com a organização do serviço. “É necessário ter política local, municipal, regulação, fiscalização, controle social e prestação de serviço organizada. Esses pontos afetam a competência e a função dos municípios na elaboração de seus planos”, afirmou Ciríaco.

Ele também acredita que o controle social é um princípio fundamental na gestão do saneamento básico, sendo condição de validade para acesso a recursos federais geridos ou administrados por órgão ou entidade da União, quando destinados a serviços do setor.

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Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, também esteve presente no workshop “Planos Municipais de Saneamento Básico” da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Durante o evento, ele disse que a situação é preocupante. “Quase oito anos após a promulgação da lei do saneamento, muitos dos grandes municípios ainda não entenderam a importância de regular e planejar os serviços de saneamento considerando o presente e o futuro das cidades. O cidadão merece mais rapidez”, comenta.

De acordo com a Lei, o prazo inicial para que todos os municípios do país tivessem o PMSB era dezembro de 2013. Em 21 de março deste ano, porém, um decreto presidencial prorrogou a data para 31 de dezembro de 2015.

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