Atualmente, nós pouco sabemos sobre os produtos que consumimos em nosso dia a dia. Sua composição ou se, por exemplo, eles contém substâncias químicas nocivas e cancerígenas. Ficamos muitas vezes de mão atadas, sem saber se aquele alimento faz realmente bem para saúde ou se é realmente seguro para ser consumido.

Pensando nisso, a empresa chinesa Sichuan Changhong Electric Co desenvolveu um smartphone que é capaz de ler a composição molecular de praticamente qualquer coisa, oferecendo aos consumidores uma poderosa e nova defesa contra elementos que potencialmente prejudicam a saúde ambiental e pública.

Batizado de H2, ele é capaz analisar desde morangos até mesmo a gordura corporal humana. Isso porque ele é equipado com uma versão menor do sensor SCiO, criação da empresa israelense Consumer Physics. (saiba mais aqui)

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Divulgação

“A capacidade de digitalizar diretamente através do smartphone, imediatamente e em qualquer lugar que você esteja, permite o acesso a muitos mais e o desenvolvimento de muitos novos aplicativos”, disse o fundador e CEO da Consumer Physics, Dror Sharon, ao site Inhabitat.

Desenvolvido com uma lógica semelhante a das câmeras usadas em celulares, esse pequeno espectrômetro mede a luz refletida em qualquer objeto, “rompe” a sua camada externa e envia as informações para uma base de dados, que interpreta tudo e envia o resultado para o celular do usuário em poucos segundos.

“Assim como o smartphone colocou o poder da internet e uma vasta base de conhecimento em nossos bolsos, essa inovação colocará a capacidade de aprender sobre a composição química e molecular dos materiais nas mãos do público”, acrescentou Sharon.

Sharon disse que o H2 é o primeiro smartphone incorporado ao SCiO, mas eles estão conversando com outros fabricantes de celulares para equipar mais smartphones com a pequena tecnologia de detecção de material.

Consumer Physics diz que o plano é lançar o H2 na China por cerca de US $ 435 no meio deste ano, e um telefone para consumidores fora da China até o final do ano.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.