A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), por meio do Projeto Conexão Araucária, restaurou 36 hectares de área na Floresta Nacional (FLONA) de Piraí do Sul (PR). Anteriormente, a área era recoberta por pinus, espécie exótica invasora que se prolifera sem controle, tornando-se uma ameaça para a biodiversidade local.

Como uma forma de otimizar o trabalho em campo e refinar o diagnóstico ambiental, a equipe do projeto realizou um sobrevoo com um drone, que forneceu informações com precisão geográfica e imagens de alta resolução. O mapeamento oferecido pelo equipamento em conjunto com as visitas no local possibilitaram identificar as técnicas de restauração mais adequadas para cada situação.

“Os dados permitiram a análise da paisagem e dos solos, como: proximidade de remanescentes de florestas nativas, existência de fluxo de água, regeneração natural e erosão, por exemplo. Além disso, a tecnologia é uma grande aliada já que nos ajuda a otimizar tempo e recursos para a restauração”, explica Alessandra Xavier, técnica em conservação da natureza da SPVS.

Espécies nativas

O plantio teve início em outubro de 2018 e foi finalizado em fevereiro deste ano, e contou com espécies nativas da Floresta com Araucárias, algumas delas raras e ameaçadas de extinção, como a imbuia (Ocotea porosa) e a araucária (Araucaria angustifolia), e outras essenciais para o processo de restauração, como a bracatinga (Mimosa scabrella).

O Projeto Conexão Araucária conta com o investimento do Governo Federal via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio da empresa JTI e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). O estudo de caso foi um dos apresentados pela SPVS durante o XXV Congresso Mundial da IUFRO (International Union of Forest Research Organizations), maior evento de Pesquisa Florestal e Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável do mundo – realizado em Curitiba (PR).