Há cerca de dois anos, o CicloVivo falava de uma cápsula biodegradável feita de águas marinhas que havia sido criada para substituir as garrafas plásticas. À primeira vista, a notícia causava estranhamento, mas a startup desenvolvedora está provando que veio para ficar, tanto que seu produto foi distribuído durante uma importante maratona em Londres, na Inglaterra.

Chamada de “Ooho”, a cápsula é feita de algas marinhas marrons, que crescem quase um metro por dia, e, segundo os desenvolvedores, não compete com culturas alimentares e “contribui para tornar os oceanos menos ácidos”. Ela ainda se degrada de quatro a seis semanas, mas também pode ser comestível e, no caso do evento esportivo, os corredores receberam as cápsulas com isotônico -, bebida usada por atletas para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo suor durante a transpiração.

Criada por dois estudantes de engenharia de design do Imperial College London e do Royal College of Art no Reino Unido, a ideia deu origem à startup Skipping Rocks Lab. Eles garantem que a produção da Ooho é mais barata em comparação ao plástico e, em relação ao PET, emite cinco vezes menos dióxido de carbono (CO2) e gasta nove vezes menos energia.

Foto: Lucozade Sport

Lançada como uma cápsula de água potável, desde o início, a empresa já garantia que seria possível “embalar” outros líquidos, o que inclui refrigerantes e cosméticos. Isso tornou a proposta mais interessante comercialmente e agora se comprova o prometido. Para saber mais sobre o Ooho, acesse o site da empresa aqui.

O vídeo abaixo mostra as cápsulas na maratona:

https://www.facebook.com/LucozadeSport/videos/309585679712534/?v=309585679712534