- Publicidade -

A produtora britânica de games, Red Redemption, lançou na última segunda-feira (1) o jogo “O Destino do Mundo”. O game, criado com a ajuda de cientistas e outros pesquisadores, coloca o futuro do mundo nas mãos dos jogadores, que podem optar por soluções ambientais ou manter as emissões de carbono e deixar o mundo morrer.

O jogo ainda está em fase de testes e permanecerá assim até o mês de fevereiro de 2011, quando deve ser lançada a versão oficial. Enquanto isso não acontece, os jogadores terão três semanas para testá-lo e enviar sugestões e comentários aos criadores.

O game foi criado com o auxílio de diversos especialistas e procura se aproximar ao máximo dos padrões estabelecidos pelas pesquisas. Nele, os jogadores podem controlar um órgão ambiental internacional capaz de livrar o mundo das emissões de gases de efeito estufa, ou simplesmente deixar tudo fora de controle até que o mundo morra graças à poluição ocasionada, entre outras coisas, pelos combustíveis fósseis.

- Publicidade -

Os jogadores têm acesso aos diversos tipos de energias alternativas, capazes de livrar o mundo da dependência de combustíveis fósseis e escassez dos recursos naturais. A geoengenharia também está entre as habilidades que podem ser exploradas pelos internautas.

O fundador da Red Redemption, Gobin Rowlands, explicou que o jogo consegue colocar os jogadores em contato com dados científicos que muitas vezes são inacessíveis. Além disso, ele explica que o objetivo do game não é induzir às pessoas a optarem por uma causa particular, são oferecidas diversas opções para que o próprio jogador conclua qual deve ser a melhor alternativa.

Os ambientalistas veem o jogo como forma de sensibilizar o mundo acerca das mudanças climáticas. O game surge como um auxílio após o fracasso das negociações climáticas e alguns outros impedimentos que fizeram com que o aquecimento global fosse analisado com descrença por muitas pessoas.

O jogo foi visto com bons olhos por ONGs internacionais, que cobram maior participação dos criativos do mundo pelas causas ambientais. "Precisamos de indústrias criativas para trabalhar com essas grandes questões, visto que os resultados podem ser imensamente poderosos e nos ajudar a entender como seria um futuro sustentável", destacou Fiona Bennie, consultora sênior de sustentabilidade da ONG britânica Forum for the Future.

Com informações do Estadão

- Publicidade -